Europa Press/Contacto/Jorge Londono - Arquivo
MADRID, 16 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, insistiu que irá até o fim para garantir que seu ex-assessor Carlos Ramón González, ligado a um dos maiores escândalos de seu mandato, o caso de corrupção da Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD), responda perante a justiça nacional, independentemente da amizade que os unia na época.
O ex-assessor, ex-diretor do Departamento Administrativo da Presidência (Dapre) e, nos bastidores, um proeminente operador político da Petro, está ligado a uma série de contratos irregulares da UNGRD, no valor de cerca de 20 milhões de euros, que supostamente foram destinados a congressistas para processar reformas do governo. González está atualmente na Nicarágua, de acordo com o Ministério Público colombiano, que anunciou ontem o envio de um pedido de extradição.
"A imprensa quer nos fazer parecer como se estivéssemos protegendo um comparsa que roubou dinheiro", disse Petro no sábado. "Eu não protejo comparsas que roubam dinheiro, sempre pedi que fossem para a cadeia. E peço aos meus amigos que nem pensem nisso, porque eles não terão um amigo para se defender", acrescentou em declarações ao seu gabinete.
Petro, no entanto, enfrenta o problema de que o governo nicaraguense de Daniel Ortega e Rosario Murillo "não é um país amigo da Colômbia" e que, apesar da existência de um tratado de extradição arcaico assinado em 1929, na realidade ele mantém laços por obrigação como resultado de decisões como a da Corte Internacional de Justiça sobre conflitos de pesca.
"Eles não aceitaram um novo embaixador para nós", lembrou Petro, que também foi forçado a negar que estivesse ciente de que a embaixada colombiana na Nicarágua havia processado um suposto visto para a permanência de González no país, porque o último embaixador trabalhou até 21 de janeiro, "quando González ainda não era requerido pelo sistema judiciário". O presidente colombiano concluiu dizendo que ficou sabendo desse aspecto do caso "pela imprensa" e que está esperando para ouvir "a versão da Nicarágua" sobre todo o caso.
O Ministério das Relações Exteriores também negou que tenha tido algo a ver com a chegada de González à Nicarágua, de acordo com um comunicado em X no qual garante que "não instruiu a Embaixada da Colômbia na Nicarágua a tomar qualquer medida em relação ao Sr. González Merchán", nem tem "qualquer registro do status migratório do cidadão acima mencionado, nem de quaisquer solicitações formais ou informais feitas pela Embaixada da Colômbia na Nicarágua".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático