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MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, assegurou nesta terça-feira que se os sindicatos do país decidirem "entrar em greve por tempo indeterminado, o presidente estará ao lado do povo", declarações que surgem no contexto da rejeição do Congresso à consulta popular sobre a reforma trabalhista proposta pelo presidente.
"A oligarquia da Colômbia deve saber que agora tem o povo contra ela, porque não conseguiu dialogar com o presidente nem chegar a um acordo", disse Petro em declarações divulgadas pela estação de rádio colombiana W Radio. Todo congressista deve "mostrar seu rosto ao povo e explicar por que vota da maneira que vota", defendeu o presidente.
O presidente colombiano também destacou a proposta de reforma trabalhista, afirmando que "não pedimos nada que não seja comum no mundo; não estamos sendo exagerados. Não estou pedindo socialismo, mesmo que eu quisesse. Não há expropriação aqui".
Essas declarações foram feitas um dia depois que o Executivo colombiano apresentou uma nova proposta ao Senado com quatro perguntas adicionais sobre a reforma do sistema de saúde, que será analisada pelo Congresso nos próximos 30 dias.
Além disso, os sindicatos convocaram uma "grande greve nacional" para os dias 28 e 29 de maio em apoio à consulta popular proposta pelo presidente Petro. A esse respeito, o presidente pediu que as mobilizações sejam maciças, embora respeitem as forças de segurança e o patrimônio do Estado. "Se eles vão me expulsar por causa disso, então a revolução vai estourar, porque não vamos nos ajoelhar", garantiu Petro.
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