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MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, determinou neste domingo que “nenhum” estabelecimento militar seja utilizado para a cerimônia de posse do recém-eleito novo ocupante da Casa de Nariño, Abelardo de la Espriella, reafirmando assim que, até a posse de seu sucessor, ele continuará sendo o “comandante supremo das forças militares” do país.
“Os quartéis militares e policiais estão sob minhas ordens até o momento em que o novo presidente tomar posse e, portanto, até esse momento sou o comandante supremo das forças militares”, ressaltou Petro em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual ordenou que “nenhuma instalação militar seja utilizada para a posse de um presidente da República da Colômbia”.
Reiterando seu discurso de que o novo governo “não (foi) eleito pela maioria do povo”, o presidente destacou que é em uma sessão do Congresso que o próximo chefe do Executivo colombiano deve assumir o cargo.
“A lei determina qual é a sede do Congresso da República, onde devem ser debatidas as leis do povo e não das máfias ou de estrangeiros; nos quartéis não se fazem leis, mas sim ações de segurança para a defesa do povo e de sua vida”, enfatizou, após considerar que a soberania nacional, em sua opinião, foi “violada por estrangeiros que usurparam o direito do povo de eleger livremente”.
Nesta mesma sexta-feira, o presidente cessante voltou a insistir que as cédulas de votação no exterior foram manipuladas durante o segundo turno das eleições presidenciais de 21 de junho, após o que repreendeu o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) por se recusar a realizar a apuração correspondente.
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