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MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que a exportação de cocaína “é cada vez mais equatoriana”, ao mesmo tempo em que instou seu homólogo no país andino, Daniel Noboa, a “proteger melhor seus portos e aeroportos”.
Revelando que ordenou a instalação de um “radar moderno” em Ipiales, cidade colombiana próxima à fronteira com o Equador, com o objetivo de facilitar o rastreamento de “embarcações ilegais”, o inquilino da Casa de Nariño alertou que “o maior problema” reside na passagem pelas selvas e rios da região.
“A vigilância das marinhas dos dois países na passagem dos rios é fundamental”, enfatizou Petro, acrescentando que a Colômbia pode “ajudar” seu país vizinho nessas tarefas de reforço.
Vale lembrar que Bogotá e Quito estão envolvidas em uma guerra econômica na qual o líder equatoriano não hesitou em se referir ao seu país vizinho como seu “pior parceiro comercial”, com um déficit que chega a 1,1 bilhão de dólares (cerca de 939 milhões de euros). De fato, Noboa impôs na última sexta-feira uma taxa de 50% sobre os produtos colombianos, alegando uma suposta “total negligência da fronteira”.
Por sua vez, a Colômbia intensificou a guerra comercial, elevando a tarifa recíproca dos atuais 30% para 50%, o que afeta mais de uma centena de produtos equatorianos, como sal e enxofre. Esta decisão de impor a referida tarifa de 30% a mais de 23 produtos do Equador foi adotada pela Administração de Petro em reciprocidade à “taxa de segurança” aplicada às importações colombianas desde o passado dia 1 de fevereiro.
A guerra comercial entre os dois países eclodiu em janeiro, quando Quito anunciou uma taxa de 30% sobre produtos colombianos, após aumentar em mais de 900% a tarifa de transporte de petróleo colombiano pelo Oleoducto Transecuatoriano.
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