Publicado 27/09/2025 09:22

Petro denuncia a retirada de seu visto dos EUA porque isso "quebra todas as regras de imunidade".

O presidente colombiano Gustavo Petro durante um protesto pró-palestino em Nova York.
PRESIDENCIA COLOMBIA

MADRID 27 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou neste sábado a retirada de vistos diplomáticos pelo governo dos Estados Unidos porque "quebra todas as regras de imunidade" nas quais a ONU se baseia.

"O que o governo dos EUA está fazendo comigo quebra todas as regras de imunidade nas quais se baseia o funcionamento das Nações Unidas e de sua Assembleia Geral. Há imunidade total para os presidentes que participam da Assembleia e o governo dos EUA não pode condicionar a opinião dos EUA", postou Petro em sua conta no X.

O Departamento de Estado dos EUA revogou o visto de Petro depois que o líder colombiano pediu aos soldados do Exército dos EUA que desobedecessem ao presidente dos EUA, Donald Trump, e "incitou a violência" durante um evento em Nova York.

Petro lembrou que os Estados Unidos não permitiram a entrada de representantes da Autoridade Palestina que pretendiam participar da sessão anual da Assembleia Geral da ONU em Nova York, onde vários países anunciaram seu reconhecimento do Estado palestino.

"O fato de a Autoridade Palestina não ter sido autorizada a entrar e de meu visto ter sido retirado por pedir ao exército dos EUA e de Israel que não apoiasse o genocídio, que é um crime contra a humanidade como um todo, mostra que o governo dos EUA não está mais em conformidade com o direito internacional", acrescentou Petro, que argumentou que "a sede das Nações Unidas não pode continuar em Nova York".

O líder colombiano participou de uma manifestação pró-palestina em Nova York na sexta-feira. Nessa passeata - na qual estava acompanhado pelo cofundador da banda britânica Pink Floyd, Roger Waters - Petro se dirigiu aos soldados norte-americanos para pedir-lhes que não obedecessem às ordens.

"Peço a todos os soldados do Exército dos EUA que não apontem seus rifles para a humanidade. Desobedeçam a ordem de Trump. Obedeçam à ordem da humanidade", disse ele por meio de um megafone para a multidão reunida nas ruas da cidade americana.

Durante o dia, Petro também declarou que tentará aprovar uma resolução para formar um "exército de salvação" para ir à Faixa de Gaza e lutar pelos palestinos. Nesse sentido, ele abrirá uma lista de voluntários colombianos que desejam ir à luta, incluindo ele próprio.

"E, como aconteceu na Primeira Guerra Mundial, quero que os jovens filhos de trabalhadores, tanto em Israel quanto nos Estados Unidos, apontem suas armas não para a humanidade, mas para os tiranos e fascistas", concluiu o político colombiano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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