Publicado 11/03/2026 21:57

Petro defende uma aliança contra o narcotráfico com todos os países americanos e sem "fundamentalismos"

Archivo - Arquivo - 3 de fevereiro de 2026, Washington, D.C., Estados Unidos: O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala com membros da mídia na Embaixada da Colômbia em Washington, D.C., dizendo que manteve conversas positivas com o presidente dos Est
Europa Press/Contacto/Andrew Leyden - Arquivo

MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reivindicou nesta quarta-feira a importância de apostar em uma aliança contra o narcotráfico da qual façam parte “todos os países das Américas” e onde reine a “unidade” frente aos “fundamentalismos ideológicos”, em declarações nas quais lamentou que Bogotá não tenha sido convidada para o Escudo das Américas impulsionado pelos Estados Unidos.

“As máfias serão derrotadas por todas as nações juntas, independentemente das diferenças políticas", insistiu o inquilino da Casa de Nariño em uma mensagem publicada em suas redes sociais, onde criticou que "nem o Brasil, nem o México, nem a Colômbia" tenham sido convidados para o Escudo das Américas, iniciativa impulsionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a qual este busca criar uma "coalizão militar" contra os cartéis do narcotráfico.

Segundo defendeu o líder sul-americano — em resposta a declarações do presidente norte-americano em que afirma que os três países foram convidados para a referida cúpula do Escudo das Américas —, Brasil, Colômbia e México são “fundamentais na luta contra o narcotráfico”, apesar de, lamentou, não terem sido convidados “e não por vontade do presidente Trump”.

Convencido de que é um “erro substancial” transformar uma “aliança antinarco” em uma “aliança ideológica”, Petro defendeu “resgatar a integração latino-americana e caribenha” acima das “diferenças ideológicas entre governos”.

Vale ressaltar que, nesta terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em entrevista coletiva que a Colômbia não havia sido convidada para a cúpula porque o Executivo colombiano não demonstrou o “nível de cooperação” esperado pelo governo norte-americano. CONVERSAS COM SHEINBAUM E LULA

Nesta quarta-feira, o governo do México informou que sua presidente, Claudia Sheinbaum, conversou com seu homólogo na Colômbia, aprofundando a importância de “fortalecer o diálogo e a diplomacia” como “instrumentos para alcançar a paz no mundo”. Nessa mesma troca, segundo informou a Casa de Nariño, além de abordar temas como a escalada das hostilidades no Oriente Médio ou a união latino-americana, o país norte-americano confirmou que participará da Cúpula CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-África, que acontecerá no próximo dia 21 de março, com Bogotá sendo representada pelo chanceler Juan Ramón de la Fuente.

Por sua vez, Petro manteve uma conversa telefônica com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem dialogou sobre a importância de fortalecer a integração latino-americana e caribenha no âmbito da Cúpula CELAC-África. Ambos os mandatários também confirmaram sua participação no evento “Em defesa da democracia”, que será realizado em Barcelona no dia 18 de abril.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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