PRESIDENCIA DE COLOMBIA/JUAN DIEGO CANO
MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente colombiano, Gustavo Petro, defendeu nesta segunda-feira a concessão de asilo político ao ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, argumentando que se trata de "um direito universal" no qual não importa a condição ou a ideologia dos beneficiados, "sejam eles de direita ou de esquerda".
"A Colômbia é uma terra de asilo", disse Petro, que pela primeira vez em declarações à mídia da China valorizou a transferência inesperada de Martinelli da embaixada da Nicarágua no Panamá, onde ele estava refugiado desde fevereiro de 2024, após ser condenado a dez anos de prisão por lavagem de dinheiro.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia já havia apelado para a "tradição humanista" do país ao anunciar no final do sábado que o asilo havia sido concedido a Martinelli, que em sua chegada a Bogotá mais uma vez se proclamou "uma pessoa perseguida politicamente". "Passei 16 meses de asilo em sua embaixada, onde, graças a eles, pude salvar minha vida. Serei eternamente grato a eles", declarou ele nas redes sociais.
O ex-presidente do Panamá entre 2009 e 2014 também foi condenado a pagar uma multa de US$ 19,2 milhões (17 milhões de euros) e viu suas aspirações de voltar a governar o país frustradas quando foi desqualificado de acordo com a constituição. Ele ainda tem outro julgamento pendente por suposto suborno da empresa de construção Odebrecht.
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