Europa Press/Contacto/Roy De La Cruz
MADRID 13 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou nesta segunda-feira o início das conversações com o grupo narco-paramilitar Clã do Golfo com a mediação do Catar e incentivou a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) a retomar o diálogo, interrompido em janeiro por ele mesmo devido à crise em Catatumbo.
Isso foi anunciado pelo presidente colombiano em sua conta no X. Petro já havia deixado claro nos últimos dias, durante sua visita a Bruxelas, onde se reuniu com os dois cidadãos colombianos que estavam viajando para Gaza na flotilha humanitária, que estava interessado em que o Catar fosse testemunha e participasse dessas conversas.
Da mesma forma, ele também abordou diretamente o ex-chefe negociador do ELN, Israel Ramírez, conhecido como "Pablo Beltrán", para "reiniciar os contatos", depois que eles foram interrompidos por ordem do presidente colombiano em resposta à crise humanitária causada pelos confrontos entre os guerrilheiros e um dos dissidentes das FARC na região de Catatumbo.
"Tentem a paz da Colômbia. Não é preciso destruir uma cidade inteira e matar 70.000 pessoas para fazer uma troca humanitária", disse Petro em uma clara alusão ao governo israelense e seu recente acordo com o Hamas após dois anos de cerco e bombardeio à Faixa de Gaza.
Petro responde assim às recentes declarações de "Pablo Beltrán", nas quais ele afirmou que o ELN estava disposto a retomar o diálogo. "Vamos fazer acordos, vamos acabar com o conflito armado, vamos concordar com as transformações", disse ele, embora tenha condicionado qualquer mudança na guerrilha a mudanças nas "classes dominantes".
"Para que a Colômbia mude, todos nós temos que mudar", disse o líder guerrilheiro em uma entrevista publicada nas mídias sociais, dias depois que a guerrilha lançou um ataque mortal a um posto militar em Puerto Jordán, que deixou um morto.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático