Publicado 12/05/2026 22:07

Petro confirma que deu a ordem para bombardear um acampamento do ELN com o apoio da Venezuela

Archivo - Arquivo - 3 de fevereiro de 2026, Washington, D.C., Estados Unidos: O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala com a imprensa na Embaixada da Colômbia em Washington, D.C., afirmando que manteve conversas positivas com o presidente dos Estados
Europa Press/Contacto/Andrew Leyden - Arquivo

MADRID 13 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou ter dado a ordem para bombardear, nesta terça-feira, um acampamento da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) localizado no departamento de Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela, “de acordo com a vontade acordada com o Governo bolivariano da Venezuela”, ao mesmo tempo em que ressaltou que tal grupo não está “em nenhum acordo de paz”.

“Dei a ordem de bombardeio ao acampamento do ELN dentro da vontade acordada com o Governo bolivariano da Venezuela”, assinalou o mandatário colombiano em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual afirmou que as organizações que “mantiverem sua decisão de controlar total ou parcialmente economias ilícitas e rejeitarem os acordos para iniciar seu desmantelamento, não estão em nenhum acordo de paz”.

Nesse contexto, o chefe do Executivo colombiano rejeitou a ideia de que seu governo “não cumpriu acordos parciais”, alegando, em seguida, que foi o ELN quem “destruiu a confiança da nação em sua vontade de paz ao desencadear a morte sistemática de centenas de camponeses desarmados do Catatumbo”.

"A procuradora-geral da nação não tem razão em legitimar esse crime contra a humanidade dizendo que outro grupo começou com o assassinato de uma família próxima ao ELN. Nada justifica crimes contra a humanidade”, retrucou Petro.

As palavras do morador da Casa de Nariño foram proferidas horas depois de as Forças Armadas do país latino-americano terem informado sobre a realização de uma operação contra a referida guerrilha no departamento de Norte de Santander, onde pelo menos sete combatentes perderam a vida, segundo o comunicado militar divulgado pelo jornal ‘El Espectador’.

Especificamente, a ação das Forças Armadas ocorreu em uma zona rural próxima ao município de Tibú, na conturbada região de Catatumbo — especialmente assolada pela violência de grupos armados ilegais. Nessa região, uma comissão da Frente Luis Enrique León Guerra do ELN, que, segundo o Exército colombiano, é a “responsável pela segurança do Comando Central e da Direção Nacional desse grupo armado organizado”, pretendia “manter corredores criminosos sobre o rio Catatumbo e conter o avanço das tropas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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