Publicado 30/07/2025 03:02

Petro chama os espanhóis que fundaram a cidade colombiana de Santa Marta de "genocidas".

20 de julho de 2025, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro fala durante a instalação do período de sessões 2025-2026 do Congresso colombiano, em 20 de julho de 2025, em Bogotá, Colômbia.
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros

MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou os espanhóis que fundaram a cidade de Santa Marta há 500 anos como "genocidas" e destacou que esse fato não pode ser comemorado como um feito heroico, mas como o início de massacres.

"Não podemos comemorar o início dessa história que passa pelo genocídio", declarou ele em um evento que marcou o 500º aniversário de Santa Marta, realizado na Quinta de San Pedro Alejandrino, a fazenda onde Simón Bolívar passou seus últimos dias e morreu em 1830.

O líder colombiano enfatizou durante seu discurso que os conquistadores espanhóis, como Rodrigo de Bastidas, que fundou essa cidade colombiana, e Gonzalo Jiménez de Quesada, fundador de Bogotá, "não fundaram civilizações, eles começaram massacres", justificando assim que "não devemos celebrar aqueles que trouxeram sangue".

"Para se autodenominarem América, tiveram que cometer genocídio, milhões de pessoas foram mortas ou morreram da doença que trouxeram com eles. Como hoje, dezenas de milhares de pessoas, crianças, muitas, morrem. Não mais pela espada, mas pela bomba. Não mais pela doença, mas pela fome", disse ele.

O presidente, referindo-se à ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, acrescentou que "assim como hoje não podemos comemorar o genocídio que está acontecendo hoje na Colômbia e no Oriente Médio, também não podemos comemorar o genocídio de cinco séculos atrás".

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