Publicado 14/05/2026 08:42

Petro apoia a transferência de membros de grupos armados para zonas de acolhimento enquanto as negociações avançam

Archivo - Arquivo - 3 de fevereiro de 2026, Washington, D.C., Estados Unidos: O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala com a imprensa na Embaixada da Colômbia em Washington, D.C., afirmando que manteve conversas positivas com o presidente dos Estados
Europa Press/Contacto/Andrew Leyden - Arquivo

MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, autorizou a transferência de membros de grupos armados para cinco zonas de localização temporária, excluindo aqueles com mandados de prisão para fins de extradição, no âmbito das negociações de paz, após o Ministério Público se recusar a suspender os mandados de prisão contra cerca de trinta líderes do Clã do Golfo.

Petro “autorizou avançar rapidamente com a transferência dos integrantes dos grupos armados ilegais para cinco zonas de localização temporária, definidas no âmbito dos processos de paz em territórios priorizados”, indica o comunicado da Secretaria de Estado para a Paz.

Esta primeira fase do plano não contará com a presença de pessoas com pedidos de extradição, como é o caso do líder do Cartel do Golfo, Jesús Ávila Villadiego, conhecido como “Chiquito Malo”, sobre quem o próprio Petro já se encarregou de destacar, dias atrás, que ele não participaria desta iniciativa.

“O Governo Nacional reitera que a paz é uma política de Estado, cuja concretização implica a cooperação de todas as autoridades sob os princípios de colaboração harmoniosa e independência funcional, tal como determina a Constituição”, destacou, no que parece ser uma mensagem clara dirigida ao Ministério Público.

Nas últimas horas, Petro saiu a desmentir que tivesse autorizado a suspensão dos mandados de prisão de cerca de trinta líderes do Clã do Golfo, entre eles “Chiquito Malo”, e criticou a Comissão de Paz por ter elaborado uma lista de até 400 pessoas sem contar com sua aprovação.

Petro destacou que, nesta primeira fase, não participariam pessoas “passíveis de extradição” e aproveitou também para repreender o Ministério Público por sua postura em relação às políticas de paz do Governo, reiterando que cabe a ele tomar esse tipo de decisão.

Na semana passada, a Comissão de Paz solicitou o levantamento dos mandados de prisão que pesavam sobre cerca de trinta líderes do grupo paramilitar Clã do Golfo, com quem o governo vem negociando em Doha desde os últimos meses, o que rapidamente encontrou oposição da procuradora-geral, Luz Adriana Camargo.

ZONAS DE LOCAÇÃO TEMPORÁRIA

Este último comunicado não especifica o número de pessoas que se beneficiariam dessa medida, nem os grupos armados, nem de quais zonas de localização temporária se trata, embora tenha transbordado na imprensa que elas se situariam em Catatumbo, Nariño, Córdoba e Putumayo, e que participariam o Clã do Golfo e diferentes dissidências das FARC e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Essas zonas de localização temporária são áreas definidas pelo Governo para reunir membros de grupos armados que se juntem às negociações de paz sem serem detidos durante o trajeto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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