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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou "mudanças radicais" em seu gabinete, reconhecendo que até agora, depois de quatro grandes reformulações, ele não encontrou nenhuma "que esteja de acordo com o plano do governo".
Em seu discurso no último conselho de ministros, Petro reprovou alguns dos 52 ministros que fizeram parte de seu gabinete - incluindo o ex-ministro da educação Alejandro Gaviria - acusando-os de exercer "oposição interna" dentro do governo, segundo o jornal El Tiempo.
"O povo votou por determinados objetivos e eles são respeitados. O governo não pode permitir que eles zombem do povo", disse Petro, que garantiu que não poderia continuar a liderar o país "com pessoas que não sabem qual é o plano do governo".
Ele ressaltou que não é possível que os ministros, por "preguiça" ou porque têm uma "agenda diferente", promovam um modelo de desigualdade. "É inaceitável que este governo, que supostamente é de esquerda, crie essas circunstâncias", disse ele.
Petro, que reconheceu algumas diferenças com a vice-presidente Francia Márquez em relação a algumas nomeações no Ministério da Igualdade, é o segundo presidente com o maior número de mudanças ministeriais, perdendo apenas para Ernesto Samper, com 54 mudanças ministeriais.
Os ministérios com mais mudanças durante o mandato de Petro foram o Interior, com até quatro chefes diferentes, seguido por Finanças, Relações Exteriores, Esporte e Transporte, com três.
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