Europa Press/Contacto/Roy De La Cruz
MADRID 30 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou na segunda-feira que vai pôr fim ao Tratado de Livre Comércio (TLC) com Israel por causa de sua ofensiva militar na Faixa de Gaza, onde mais de 66 mil palestinos já morreram em consequência disso, uma medida que vem depois que ele proibiu as exportações de carvão para esse país no início de setembro pelo mesmo motivo.
Foi o que ele disse durante uma reunião do Conselho de Ministros na qual defendeu o fato de que "não nos ajoelhamos à ganância, e isso significa que também reformamos o TLC e significa que não haverá mais um TLC com Israel".
O presidente, que há um mês decretou a proibição "estrita e sem exceções" da venda de carvão para Israel, ressaltou que "as empresas de carvão que exportam carvão devem fechar ou vender seu trabalho (...) porque temo que haja mais valor na infraestrutura do que no carvão que está enterrado". "O preço cai, então a infraestrutura vale mais", acrescentou.
A proibição permanecerá em vigor "até que as ordens de medidas provisórias emitidas pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) sejam cumpridas" ou até que "as condições que motivaram a medida desapareçam", de acordo com o Ministério do Comércio e Indústria do país latino-americano.
No mesmo Conselho de Ministros, Petro dirigiu palavras ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, argumentando que ele "merece a prisão" por seu papel no "genocídio" israelense na Faixa de Gaza.
"Se o Sr. Trump continuar a ser cúmplice do genocídio como é hoje, ele não merece nada além da prisão", declarou, antes de afirmar que "não há ilegitimidade para qualquer presidente ou ser humano no mundo dizer que as consequências do Tratado de Roma devem ser aplicadas".
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