Publicado 07/08/2025 23:16

Petro anuncia diálogo sobre a Ilha de Santa Rosa com o Peru, que nega a "discussão".

20 de julho de 2025, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro fala durante a instalação do período de sessões 2025-2026 do Congresso colombiano, em 20 de julho de 2025, em Bogotá, Colômbia.
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros

MADRID 8 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou na quinta-feira uma reunião com as autoridades peruanas no início de setembro para tratar de sua disputa territorial, após a troca de declarações sobre a ilha de Santa Rosa de Yavari - localizada no meio do rio Amazonas, que faz fronteira com esses dois países e com o Brasil -, que o presidente acusou Lima de tentar anexar, dando-lhe o status de município.

"Após esse desentendimento, eles aceitaram que (...) uma reunião da comissão mista permanente para a inspeção da fronteira colombiana-peruana (...) que surgiu do cumprimento do protocolo do Rio de Janeiro de 1934", declarou ele durante um ato público no município fronteiriço de Leticia.

A reunião seria realizada nos dias 11 e 12 de setembro em Lima, disse Petro em uma declaração em sua conta na rede social X, na qual indicou que se tratava de um "convite do governo peruano".

Na mesma carta, a Presidência colombiana reiterou que "não reconhece a soberania do Peru sobre a chamada Ilha Santa Rosa e não reconhece as autoridades de fato impostas na área", depois de considerar que a criação do distrito de mesmo nome pelas autoridades peruanas "viola o princípio da primazia do direito internacional sobre o direito interno".

Por sua vez, o presidente do Conselho de Ministros do Peru, Eduardo Arana, expressou sua rejeição às declarações do presidente colombiano em uma carta assinada pela presidente do país, Dina Boluarte, que foi lida em um evento no território em disputa.

"Reiteramos que não há discussão sobre a soberania do Peru no distrito de Santa Rosa de Loreto ou em qualquer uma de nossas fronteiras", disse ele, embora tenha assegurado que "o Peru é um país que sabe dialogar e resolver problemas com vocação para a paz".

Arana criticou as palavras de Petro e reafirmou "a soberania peruana sobre a ilha de Chinería", que para Lima inclui a disputada Santa Rosa, fazendo alusão ao processo de demarcação "derivado do Tratado de 1922".

"Ratificamos que nossa soberania no distrito de Santa Rosa de Loreto está respaldada pela história e pela presença de instituições do Estado peruano nessa jurisdição", acrescentou, antes de considerar que "a América Latina precisa se concentrar no desenvolvimento, no investimento e na modernização", entre outras questões.

No início desta semana, o presidente Petro acusou o Peru de "tomar um território que pertence à Colômbia", uma declaração após a qual o Ministério das Relações Exteriores do país vizinho expressou "seu mais forte e enérgico protesto", defendendo a criação, em meados de junho, "de um novo distrito de Santa Rosa no uso dos poderes e atribuições conferidos pela Constituição".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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