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MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que vai recorrer de uma última decisão judicial que o proíbe de falar sobre as eleições, a poucos dias da realização do segundo turno das eleições presidenciais. “Não, senhor, e quero que meus advogados ajam imediatamente”, afirmou o presidente, que denuncia “censura”.
“Isso é silenciar um presidente da República eleito pelo voto popular, e alguns juízes estão ajudando nisso; o último diz que não posso falar sobre as eleições”, criticou ele o tribunal de Medellín, que o insta a não usar as plataformas associadas ao seu cargo para se referir ao processo eleitoral enquanto uma ação de tutela contra ele está sendo julgada.
“Descobrimos também que as plataformas de redes sociais, todas com proprietários gringos amigos do presidente Donald Trump, modificaram os algoritmos de tal forma que, se aparecer uma foto minha ou minha voz, a plataforma restringe a divulgação dessa informação”, afirmou durante o último conselho de ministros.
Petro argumentou que apenas falou sobre pessoas que participam desta campanha, mas que têm antecedentes criminais. “Minha obrigação como funcionário público é denunciar isso. É uma obrigação constitucional”, afirmou o presidente, segundo a mídia colombiana.
Essa última decisão judicial responde a uma ação de tutela apresentada por um cidadão colombiano, na qual se alertava que Petro estaria infringindo o princípio de independência que a lei pressupõe para o chefe de Estado durante a campanha eleitoral, a poucos dias do segundo turno, que ocorrerá neste domingo.
É por isso que o juiz instou Petro a abster-se de utilizar discursos oficiais, eventos públicos, palcos nacionais e internacionais, bem como sua conta nas redes sociais, para divulgar propaganda eleitoral ou mensagens que favoreçam ou prejudiquem qualquer um dos candidatos.
Não é a primeira vez que Petro se vê envolvido em uma polêmica desse tipo. No final de maio, o Conselho de Estado já havia ordenado, com base na legislação, que ele se abstivesse de fazer campanha por qualquer um dos candidatos.
Os colombianos vão às urnas neste domingo para o segundo turno, a fim de escolher entre duas propostas para o país diametralmente opostas. De la Espriella parte como favorito após vencer o primeiro turno, em 31 de maio, contrariando quase todas as previsões, com 43,7% dos votos contra os 40,9% obtidos por Cepeda.
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