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MADRID 20 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse na segunda-feira que o Acordo de Livre Comércio assinado por seu país e os Estados Unidos, que entrou em vigor em 2012, foi "suspenso de fato" desde a imposição de tarifas de 10% por Washington em julho.
"O TLC está suspenso de fato e por decisão unilateral do governo dos EUA. Ao impor tarifas de 10%, o tratado do TLC já foi violado e as antigas preferências tarifárias que colocavam a Colômbia sob o controle dos EUA tornaram-se nulas e sem efeito", publicou Petro em sua conta no X.
O líder colombiano enfatizou que as preferências tarifárias "são rompidas unilateralmente pelos EUA, não por nós, e nos deixam livres, não temos medo de ser livres, temos o mundo inteiro à nossa frente, vamos trabalhar para percorrê-lo, entendê-lo e seduzi-lo".
"Como diz (o presidente dos EUA, Donald) Trump, estamos fora de controle, é verdade. O único controle real sobre uma democracia não é exercido por estrangeiros que odeiam os migrantes e odeiam os latino-americanos; é exercido pelo próprio povo. Trump não controla a Colômbia, ele só obedece ao povo colombiano e latino-americano, se ele quiser", argumentou.
Petro explicou que a Colômbia está respondendo de forma "inteligente". "Nós mantivemos as cláusulas do TLC que sobrevivem, porque queríamos, mas o Ministério do Comércio tem os decretos que ainda não assinou com uma posição colombiana em defesa do trabalho nacional e da vida da humanidade", ressaltou.
Petro respondeu assim às declarações do ex-presidente Iván Duque, nas quais ele advertiu que a crescente tensão com os Estados Unidos poderia levar à suspensão do TLC, o que teria "consequências devastadoras" para o país.
Trump anunciou no domingo a suspensão imediata da ajuda de seu país à Colômbia, estimada em cerca de US$ 400 milhões por ano, depois de acusar Petro de ser um "líder do narcotráfico", em mais um passo na escalada da crise bilateral que começou com a chegada de Trump à Casa Branca pela segunda vez, agora com um presidente de esquerda em Bogotá.
Após a chegada de Petro ao poder em 2022, seguiram-se atritos, com medidas como a retirada da certificação pelos Estados Unidos, a suspensão da compra de armas americanas pela Colômbia e, finalmente, a retirada do visto de Petro por Washington há menos de um mês, depois que ele apelou aos soldados do Exército dos EUA para desobedecerem a Trump.
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