Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
L'HOSPITALET DE LLOBREGAT (BARCELONA), 17 (EUROPA PRESS)
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que os Estados-nação estão em crise e que o poder agora está nos povos, razão pela qual defendeu uma democracia global e uma fraternidade entre os povos.
Ele fez essas declarações nesta sexta-feira no programa “Los Desayunos”, da RTVE e da EFE, transmitido no âmbito da Global Progressive Mobilisation, que está sendo realizada no recinto Gran Via da Fira de Barcelona, em L'Hospitalet de Llobregat (Barcelona), e que reúne líderes de esquerda de todo o mundo.
Sobre este fórum, Petro afirmou que não é a primeira vez que as forças progressistas se reúnem, e lembrou as iniciativas do democrata Bernie Sanders nos Estados Unidos, “sua tentativa de unir e articular progressistas latino-americanos com o progressismo norte-americano”.
“O fato de falarmos nossa língua faz com que um olhar importante se volte para a Península Ibérica, com tudo o que nos separa, mas também o que nos une; é o princípio da contradição”, afirmou.
“É preciso redefinir o mundo sem tentar construí-lo, porque isso não depende da nossa vontade, mas a partir dos tratados internacionais e das declarações de direitos humanos, houve uma evolução para alcançar um direito internacional entre as nações”.
No entanto, “as Nações Unidas são uma confederação de Estados-nação; aí há uma falha, porque os Estados-nação, como a Colômbia, têm cada vez menos poder; a globalização tirou poder do Estado-nação”, disse o presidente colombiano.
UM NOVO MUNDO
“O Estado-nação já não dá mais nada; o que dá são os povos”, afirmou, após citar como exemplo a mobilização contra o genocídio em Gaza e a Flotilha de pessoas que embarcaram para enviar ajuda à população palestina.
“Vemos surgir um novo mundo que não passa pela decisão dos partidos políticos e dos Estados, mas por uma democracia com desejo de liberdade que nasce dos povos e, a partir daí, para uma democracia global, uma fraternidade entre os povos”, afirmou.
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