Publicado 09/05/2026 01:02

Petro afirma que não tem “nenhum problema” em retirar as tarifas sobre os produtos do Equador

Archivo - Arquivo - 8 de março de 2026, Bogotá, Distrito Capital de Bogotá, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro dá início ao dia das eleições durante as eleições legislativas de 2026, em 8 de março de 2026, em Bogotá.
Europa Press/Contacto/Jorge Londono - Arquivo

MADRID 9 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta sexta-feira que não teria qualquer problema em eliminar as tarifas impostas aos produtos equatorianos, apenas algumas horas depois de a Comunidade Andina de Nações ter solicitado tal medida e em um contexto de tensão crescente entre Bogotá e Quito, no qual o Ministério do Comércio colombiano elevou de 30% para 100% a alíquota sobre os produtos provenientes do Equador, como resposta recíproca à medida adotada por esse país.

"Não tenho nenhum problema em retirar as tarifas sobre produtos do Equador da mesma forma e na mesma cronologia em que foram impostas", indicou o presidente colombiano em uma breve publicação nas redes sociais, em resposta a uma informação anterior sobre o pedido feito pela Comunidade Andina à Colômbia e ao Equador para retirar "as tarifas que colocaram ambos os países em uma guerra comercial".

Óscar Obando, do Comitê Sindical dos Trabalhadores da Fronteira, explicou que as imposições decretadas por ambos os países nos últimos meses causaram “impactos bastante drásticos” em alguns pontos da fronteira. “Por isso, vemos com bons olhos a declaração da Comunidade Andina que obriga os dois governos à revogação imediata; eles têm no máximo 10 dias para revogar as medidas tarifárias”, acrescentou em declarações à Noticias Caracol.

No entanto, ressaltou Obando, essa guerra tarifária já gerou “uma ferida difícil de sarar”, com “milhões de dólares” em prejuízos devido a todos aqueles “negócios — tanto de importação quanto de exportação — que não puderam ser concretizados”.

Essas declarações foram feitas depois que o governo do Equador anunciou, na manhã desta segunda-feira, que reduzirá para 75% as tarifas impostas às importações da Colômbia, apenas quatro dias após a entrada em vigor da tarifa de 100% anunciada em abril passado pelo país andino, que alegou na época uma suposta “falta de implementação de medidas concretas e eficazes em matéria de segurança de fronteira”.

Nas palavras de Noboa, essa decisão “ratifica a abertura” de Quito para “avançar em direção a mecanismos de cooperação bilateral em matéria de segurança, promovendo uma maior articulação entre ambos os países e fortalecendo o desenvolvimento da zona fronteiriça”. Tudo isso em meio a uma guerra comercial travada entre esses dois países que compartilham uma fronteira de cerca de 586 quilômetros, na qual são afetados produtos colombianos como cosméticos, plásticos, peças automotivas ou medicamentos, segundo o jornal digital Primicias.

Em resposta à chamada “taxa de segurança”, que Noboa elevou de 30% para 50% em fevereiro e, posteriormente, para 100%, a Casa de Nariño anunciou tarifas “inteligentes” com alíquotas diferenciadas para 191 produtos provenientes do vizinho país andino.

A aplicação dessas tarifas diferenciadas — de 35%, 50% e 75% —, segundo informou a Presidência da Colômbia em comunicado à imprensa, dependeria do “grau de produção e abastecimento interno”, sendo a medida “temporária enquanto estiver em vigor a decisão tarifária do país vizinho”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado