Europa Press/Contacto/Jorge Londono
MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou neste sábado que não gosta dos narcotraficantes porque são os “genocidas” de seu povo, após ter declarado horas antes que não lhe interessam “os processos nos Estados Unidos”, em referência às informações sobre uma investigação da Justiça norte-americana por suas supostas ligações com o narcotráfico.
“Não gosto dos narcotraficantes porque são os genocidas do meu povo e os aliados permanentes da direita criminosa que existe na Colômbia”, afirmou Petro em uma mensagem nas redes sociais, na qual também ressaltou que pode falar de qualquer momento de sua vida “sem se envergonhar de nada”.
Horas antes, ele já havia publicado outra mensagem na qual sinalizou que não se interessa por “os processos nos Estados Unidos” porque na Colômbia nunca foi acusado de “algo como sugere o ‘New York Times’”. “Há décadas sou alvo de investigações porque esse é o preço que devo pagar por dizer a verdade”, acrescentou.
Assim, ele atribuiu as recentes informações sobre uma suposta investigação nos Estados Unidos por ligações com o narcotráfico a “manobras eleitorais sujas” da direita colombiana e “seus amigos na mídia americana”.
Essas declarações surgem depois que fontes citadas pelo “The New York Times” informaram, nesta semana, sobre a abertura de um processo pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por supostas ligações com o tráfico de drogas e o financiamento de sua campanha com dinheiro proveniente do tráfico.
Segundo essas mesmas fontes, as promotorias de Manhattan e Brooklyn estão por trás das investigações contra Petro, que se encontram em fase inicial e contaram com a colaboração da Agência Federal Antidrogas (DEA) e do Serviço de Investigações de Segurança Nacional (HSI).
Após a divulgação dessas informações, o governo da Colômbia publicou um comunicado garantindo que “nenhuma autoridade competente emitiu qualquer determinação ou notificação formal” sobre as investigações contra Petro, e denunciando que as informações divulgadas “carecem de fundamento jurídico e factual”.
O anúncio de uma possível investigação contra o presidente colombiano ocorre em um momento em que sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia se estabilizado — incluindo a visita de Petro à Casa Branca —, após vários meses de ameaças, acusações e até mesmo insultos por parte do americano.
Trump chegou a classificar Petro como “lunático com problemas mentais”, chegando até mesmo a ameaçar com uma intervenção militar, no que seria uma espécie de prelúdio da histórica operação norte-americana sobre Caracas, em janeiro de 2026, para deter o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Além disso, isso ocorre em plena campanha eleitoral na Colômbia, onde o candidato alinhado ao presidente Petro, Iván Cepeda, parte como grande favorito para as eleições, marcadas para o próximo dia 31 de maio.
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