Publicado 13/05/2026 08:26

Petro afirma que não autorizou a suspensão dos mandados de prisão contra os líderes do Clã do Golfo

Archivo - Arquivo - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro
PRESIDENCIA DE COLOMBIA - Arquivo

MADRID 13 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que não autorizou a suspensão dos mandados de prisão contra os líderes do Clã do Golfo, que tinham pedidos de extradição para os Estados Unidos, no âmbito das negociações de paz com o grupo armado, após a lista apresentada pela Comissão de Paz.

“A Comissão de Paz elaborou uma lista de 29 pessoas, incluindo indivíduos passíveis de extradição; isso estava dentro de suas atribuições, mas essa decisão não foi consultada ao presidente, que deixou claro que, nas primeiras fases do processo, indivíduos passíveis de extradição não são alvo de medidas”, explicou ele nas redes sociais, após o Ministério Público se recusar a suspender os mandados de prisão.

Entre os presentes nessa lista está o líder da organização, Jobanis de Jesús Ávila Villadiego, conhecido como 'Chiquito Malo', cujo mandado de prisão Petro ressaltou não ter suspendido, assim como também não autorizou a lista de até 400 combatentes do Clã do Golfo que devem se dirigir às zonas de localização temporária como passo prévio à sua saída da violência e se submeter à justiça.

“Somente se houver um processo de paz avançado, conforme prevê a lei, o presidente pode suspender mandados de extradição”, afirmou Petro, que antecipou que nas próximas horas será elaborada uma nova lista com 400 pessoas, nenhuma delas com mandados de extradição, conforme ele mesmo ordenou, insistiu.

Petro destacou que o processo de paz só deve ser considerado “avançado” quando os acordos de desmantelamento das economias ilícitas estiverem sendo cumpridos e a população civil estiver sendo respeitada.

CRITICA A PROCURADORIA PELA SUA POSIÇÃO EM RELAÇÃO ÀS POLÍTICAS DE PAZ

Da mesma forma, em um evento nesta terça-feira no município de Timbío, no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia, para onde viajou para inaugurar um hospital, Petro repreendeu a procuradora-geral, Luz Adriana Camargo, por sua rejeição frontal às políticas de paz do governo e lembrou que cabe a ele decidir sobre as mesmas.

“Nenhum funcionário do Estado pode desobedecer a uma indicação ou ordem do presidente da República no tema da paz”, destacou Petro, que lembrou que a Constituição o protege, conforme explicitamente redigido. “O chefe da ordem pública e da política de paz na Colômbia é o presidente da República”, afirmou.

Petro reiterou que essas áreas destinadas a acolher aqueles que desejam depor as armas “são legais” e que cabe ao presidente tomar essa decisão, e não à procuradora, com quem ele vem mantendo um confronto direto em relação às políticas de paz com os diferentes grupos armados. “Aqui se respeita a Constituição”, afirmou.

Por outro lado, ele aproveitou para sugerir que certos setores do país estão usando as políticas de paz do governo para fazer os Estados Unidos acreditarem que estão “fazendo acordos com bandidos” e, assim, fazer com que o prendam.

“Eles querem usar os processos de negociação (...) como pretexto para me prenderem nos Estados Unidos. Podem me prender, mas não vou faltar à minha palavra de ser um homem de paz”, enfatizou.

Na semana passada, a Comissão de Paz solicitou o levantamento dos mandados de prisão que pesavam sobre cerca de trinta líderes do grupo paramilitar Clã do Golfo, com quem o governo vem negociando em Doha desde os últimos meses.

A medida tem como objetivo permitir que essas pessoas se desloquem, a partir de 25 de junho e de forma gradual, para as áreas definidas pelo governo para reunir membros de grupos armados que se juntem às conversas de paz, no município de Tierralta, em Córdoba, e em Belén de Bajirá, no Chocó.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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