Publicado 28/04/2026 00:03

Petro afirma que na Colômbia “não há caos na segurança” após os últimos ataques no país

Destaca-se a aceitação pelo TPI do seu pedido de investigação contra o conhecido como “Iván Mordisco” por crimes contra a humanidade

Archivo - Arquivo - 3 de fevereiro de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente colombiano GUSTAVO PETRO gesticula enquanto fala em uma coletiva de imprensa na Embaixada da Colômbia em Washington, DC
Europa Press/Contacto/Joey Sussman - Arquivo

MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, enfatizou nesta segunda-feira que no país que lidera não existe um “caos de segurança como se anuncia”, após as últimas ondas de ataques violentos ocorridos no sudoeste colombiano, que deixaram um saldo de mais de vinte mortos.

“Não há o caos de segurança anunciado, que é o mais baixo desde 1993”, defendeu o atual ocupante do Palácio de Nariño em um discurso presidencial no qual se concentrou na saúde e na luta contra o narcotráfico no país.

Nele, Petro aludiu aos referidos episódios de violência que abalaram o país nos últimos dias, comparando-os com as “médias” alcançadas pelos governos de Juan Manuel Santos (2010-2018) e de Iván Duque (2018-2022) após o processo de paz com as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) no primeiro, um número que, segundo ele, “se mantém neste momento”.

“Nesta fase da violência, são o narcotráfico, a cocaína e a economia ilícita do ouro, por acertos de contas, por guerras entre grupos mafiosos, que ainda apresentam a mesma taxa de homicídios que os governos que mencionei após o processo de paz”, reiterou o presidente sul-americano.

Colocando assim o foco no ataque ocorrido no sábado na Via Pan-americana, na altura de Cajibío, no departamento de Cauca, localizado entre a cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, Petro se referiu ao mesmo como “terrorismo contra a população civil”.

Em seguida, ele informou que o Tribunal Penal Internacional (TPI) aceitou sua denúncia preliminar contra o líder do Estado-Maior Central (EMC) das antigas FARC, conhecido como ‘Iván Mordisco’, por “crimes contra a humanidade”, bem como contra Iván Jacobo Idrobo, conhecido como ‘Marlon’, e “todos os chefes dessas frentes que atuam no Cauca”.

“Essas frentes não são as FARC, corrijam o discurso porque a história não se distorce”, insistiu, referindo-se a elas como “simples grupos narcoterroristas”, “narcos” ou “traquetos”.

A esse respeito, o chefe do Executivo colombiano destacou que o líder das frentes do Cauca não é ‘Iván Mordisco’, mas sim uma “junta do narcotráfico” que, segundo ele alertou, estaria tentando sabotar as próximas eleições porque o “único” que quer é que “a extrema direita governe a Colômbia como no Equador”, país vizinho no qual, segundo ele, “a taxa de homicídios é o dobro da da Colômbia”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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