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MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, era um “viciado em poder” e negou que não tivesse reagido às acusações de possível fraude nas eleições presidenciais de 2024, lembrando que tomou a decisão, juntamente com o Brasil, de não reconhecer sua vitória.
“Quando tivemos dúvidas sobre as eleições na Venezuela, tomei a decisão, juntamente com o Brasil, de não reconhecer o governo de Maduro; desde então, não houve contato pessoal até o fim”, destacou Petro em resposta a declarações do candidato presidencial e então seu ministro das Relações Exteriores, Luis Gilberto Murillo.
Em uma entrevista recente, Murillo sugeriu que Petro sabia que o líder venezuelano não teria vencido aquelas eleições presidenciais de forma limpa, mas preferiu agir com cautela e optar por uma saída negociada para evitar um conflito ainda maior.
Petro reiterou, como já fez sobre esse assunto em ocasiões anteriores, que essas eleições “não foram livres”, uma vez que ocorreram em meio às sanções dos Estados Unidos — fazendo com que o povo venezuelano votasse “sob a extorsão da fome” — e Maduro não permitiu a livre participação, em alusão à inelegibilidade da líder da oposição María Corina Machado.
“Eu disse pessoalmente a Maduro que ele deveria se submeter à vontade do povo e que, se perdesse, se preparasse para exercer a oposição, tal como fizemos na Colômbia durante décadas e à custa de nossas vidas. Maduro e seus amigos eram viciados no poder, no feitiço do petróleo”, escreveu ele em suas redes sociais.
O presidente colombiano lamentou que Maduro não soubesse abandonar “pacificamente” a dependência do petróleo nem seguir com a revolução do ex-presidente Hugo Chávez. “Eu defendo na Colômbia um caminho sem hidrocarbonetos na base (...) A lógica da renda petrolífera não gera nem socialismo nem riqueza, apenas atrai mísseis”, afirmou.
“Na Venezuela, é necessário um período de transição em que se governe e se chegue a um acordo e ao diálogo político”, defendeu Petro, ao mesmo tempo em que ofereceu sua ajuda à presidente interina, Delcy Rodríguez, para “estabilizar a Venezuela” e “criar esse clima de confiança entre os venezuelanos”.
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