Publicado 08/01/2026 00:26

Petro afirma que conversou com Delcy Rodríguez e propôs um "diálogo tripartido" com os EUA

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em um evento público
PRESIDENCIA DE COLOMBIA EN X

MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, revelou nesta quarta-feira que conversou com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no início desta semana e anunciou que promoverá um “diálogo tripartido” com os Estados Unidos, em meio às tensões com esse país após a captura, no último sábado, de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flórez, em um ataque a Caracas e arredores no qual morreram cerca de cem pessoas, segundo as autoridades venezuelanas. “Não podemos baixar a guarda, ainda precisamos conversar com a Casa Branca. Também conversei há dois dias com a atual presidente da Venezuela, Delcy. Eu a conheço desde o início de tudo isso e a convidei para vir à Colômbia”, revelou ele na praça Simón Bolívar, em Bogotá, diante de uma multidão convocada pelo próprio presidente contra as declarações de Trump sobre uma possível intervenção no país latino-americano.

Em sua aparição, Petro anunciou que “queremos estabelecer um diálogo tripartido e, esperamos, mundial, para estabilizar a sociedade venezuelana, que, como na Colômbia, poderia explodir em violência interna e (que isso) não aconteça”. Ele também confirmou um próximo encontro em Washington com seu homólogo americano, com quem manteve uma conversa telefônica de aproximadamente uma hora pouco antes de seu discurso. Nela, alertou que a “crise diplomática, chamemos-lhe verbal por agora” entre os dois países se deve aos “mesmos responsáveis por ter relações com o narcotráfico”.

Nesse sentido, o colombiano afirmou que “há 20 anos arrisco minha vida lutando contra traficantes poderosos e políticos aliados deles”. “Eu disse (a Trump) que muitos dos políticos que chegaram ao estado da Flórida e a Washington têm relações com o narcotráfico”, acrescentou.

Petro advertiu nesta segunda-feira que é capaz de retomar as armas que deixou após seu passado guerrilheiro em resposta ao que chamou de “ameaças ilegítimas”, depois que Trump manifestou sua disposição de repetir a operação contra Maduro na Colômbia, alegando que “está muito doente, governada por um homem que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. “Ele tem moinhos e fábricas de cocaína”, afirmou sobre seu homólogo colombiano, indicando que “não vai continuar fazendo isso por muito tempo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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