Publicado 18/03/2026 02:39

Petro afirma que a bomba encontrada na Colômbia pertence ao Exército do Equador

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, informa que a “ameaça” já foi “neutralizada” após uma “detonação controlada”

Archivo - Arquivo - 3 de fevereiro de 2026, Washington, D.C., Estados Unidos: O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala com a imprensa na Embaixada da Colômbia em Washington, D.C., afirmando que manteve conversas positivas com o presidente dos Estados
Europa Press/Contacto/Andrew Leyden - Arquivo

MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, insistiu nesta terça-feira que a bomba encontrada na véspera em território nacional, mas próxima à fronteira com o Equador, pertence ao Exército do país vizinho, horas depois de apontar a presença de “27 corpos carbonizados” como consequência desses supostos ataques, desmentidos por seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, que afirmou que suas forças operam apenas no Equador.

“Foi comprovado que a bomba em território colombiano pertence ao Exército equatoriano”, afirmou o presidente colombiano em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual, no entanto, precisou que a investigação continua em andamento neste momento.

Além disso, o presidente da Casa de Nariño adiantou que seu governo apresentará uma “nota de protesto diplomático” em relação ao referido explosivo localizado “a 100 metros de uma família de camponeses”.

“Há uma bomba lançada na fronteira entre a Colômbia e o Equador. Quem a colocou?”, questionou o presidente colombiano em um evento realizado nesta terça-feira por ocasião da assinatura do Decreto de Política Externa Feminista, onde também se referiu à situação tensa que se vive na fronteira com o país andino, após o aparecimento do explosivo.

Assim, após avaliar que “talvez a tenham jogado sem querer dispará-la de um avião devido ao peso”, Petro afirmou que, devido ao tamanho da bomba, é necessário um avião de grande capacidade para transportar um artefato desse tipo, pelo que descartou a possibilidade de ter sido utilizado um pequeno avião ou drone.

“Como chegou lá e por quê? Independentemente da investigação que deverá ser feita em profundidade, ela chega lá por causa de um contexto, de um discurso mundial, de uma narrativa que se impôs. E não é a da Colômbia; a da Colômbia foi aprovada pela maioria da população em 2022, está em vigor neste momento, não fala de guerra, fala de paz”, concluiu o chefe do Executivo colombiano.

Por sua vez, o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Arnaulfo Sánchez, informou que a “ameaça” já foi “neutralizada” e, portanto, o risco que o referido explosivo representava para “a comunidade” também foi “eliminado”. Para isso, especialistas em explosivos, com a segurança do Exército do país e o apoio judicial da Polícia, realizaram uma “detonação controlada” da bomba.

“A investigação continua para determinar como e por que esse artefato explosivo chegou ao território colombiano. Isso será esclarecido muito em breve com o apoio das autoridades equatorianas”, afirmou Sánchez em uma mensagem em suas redes sociais.

Vale lembrar que, nesta terça-feira, seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, classificou como “falsas” as acusações de que o Equador estaria bombardeando a fronteira comum que compartilham.

“Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu. Não daremos um passo atrás”, enfatizou Noboa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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