Publicado 03/05/2026 23:20

Petro afirma que as armas usadas para matar civis no sudoeste da Colômbia vêm do Equador

Archivo - Arquivo - 3 de fevereiro de 2026, Washington, D.C., Estados Unidos: O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala com a imprensa na Embaixada da Colômbia em Washington, D.C., afirmando que manteve conversas positivas com o presidente dos Estados
Europa Press/Contacto/Andrew Leyden - Arquivo

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou neste domingo que “as armas com as quais se mata civis” no departamento de Cauca, no sudoeste do país, provêm do Equador, uma afirmação que não foi comprovada com dados, mas que está relacionada ao pedido que ele fez há uma semana, no calor das últimas ondas de ataques naquela zona, para que se investigasse se os explosivos utilizados nesses atentados provinham da nação vizinha, atribuindo o objetivo de "sabotar as eleições (presidenciais) para que a extrema direita vença".

“As armas com as quais matam civis no Cauca vêm do Equador: munições e explosivos entram pela fronteira”, afirmou o presidente em uma mensagem nas redes sociais, na qual alegou saber que “setores da extrema direita na Colômbia que viajaram para Miami e Quito construíram uma espécie de estratégia para que a extrema direita de (o ex-presidente Álvaro) Uribe com sua candidata (Paloma Valencia, do Centro Democrático), esquecendo que é essa extrema direita colombiana a principal aliada do narcotráfico".

Em seguida, o morador da Casa de Nariño criticou ter sido acusado de “ter ligações com gangues” quando, ressaltou, “são esses políticos do Equador que têm os vínculos e os utilizam”, palavras que se encaixam nas tensões constantes que mantém com seu homólogo em Quito, Daniel Noboa, contra quem anunciou que entraria com uma ação penal depois que este questionou a suposta reunião de Petro com o narcotraficante equatoriano José Aldofo Macías Villamar, conhecido como ‘Fito’.

“Eles zombavam das conexões entre a gangue Los Choneros, do norte do Equador, liderada por ‘Fito’, e o governo de Noboa”, criticou o chefe do Executivo colombiano, acrescentando que “o que Noboa fez foi usar a Colômbia” e seu “governo para desviar o debate dos poderosos políticos do Equador ligados ao narcotráfico”.

É essa “ligação entre política, poder e tráfico de drogas” que, sublinhou Petro, “aumenta o poder do narcotráfico e a violência”, explicando por que seu país vizinho “se tornou o maior exportador mundial de cocaína e tem uma taxa de homicídios que é o dobro da da Colômbia”.

Por outro lado, o líder colombiano considerou que essa suposta aliança formada por Quito e a extrema direita colombiana tem como objetivo “destruir o processo de paz com organizações armadas na Colômbia que decidiram desmantelar as economias ilícitas, especialmente no sul da Colômbia”.

Tanto é assim que ele garantiu que “a partir do Equador se sabota o programa de paz da Colômbia e a erradicação maciça e voluntária das plantações no sul da Colômbia”, algo que, em sua opinião, “não agrada à máfia equatoriana e aos seus políticos”.

“Eles têm buscado dividir e acabar com o processo de paz no sul da Colômbia, fazendo explodir laboratórios com dezenas de mortos civis; têm exigido na Colômbia a extradição daqueles que fazem a paz, esquecendo que eu extraditei 800 pessoas, incluindo 15 equatorianos”, advertiu ele, após sinalizar que “o sabotagem é integral e conta com a ajuda de alguns policiais corruptos nos Estados Unidos e na Colômbia”, acrescentando, por sua vez, que com isso se busca “perseguir militarmente e intensificar o conflito para sabotar as eleições e fazer com que uma candidata vença”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado