Publicado 29/11/2025 01:19

Petro acusa a mídia de publicar informações falsas para vincular seu executivo às FARC.

Archivo - Arquivo - 17 de junho de 2025, Facatativa, Cundinamarca, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro participa de um evento de lançamento do sistema de trens suburbanos RegioTram, que visa conectar municípios e cidades próximas com o distrit
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID 29 nov. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou a mídia colombiana de divulgar informações falsas e fabricar provas para estabelecer vínculos entre seu Executivo e os dissidentes das extintas FARC, em meio ao escândalo sobre a multa imposta pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) por "exceder os limites máximos de financiamento" aos responsáveis por sua campanha em 2022, na qual "não (havia) um único peso de tráfico de drogas", segundo o presidente.

O presidente colombiano afirmou que as supostas conversas divulgadas por meios de comunicação como o 'El Tiempo' ou a cadeia Caracol "se revelaram falsas", depois de serem analisadas com ferramentas de inteligência artificial.

"São mentiras. Revisamos algumas conversas que apareceram em capturas de tela transmitidas pela televisão, assumindo apenas informações públicas - não as informações correspondentes à investigação, que são de responsabilidade da Procuradoria Geral da República. Foram conversas construídas artificialmente", insistiu Petro durante um discurso transmitido ao vivo em seus perfis de mídia social.

Essas declarações surgem no contexto da controvérsia gerada pelos supostos pactos entre membros dos dissidentes e funcionários do exército, da Direção Nacional de Inteligência (DNI) e da polícia colombiana. Essas suspeitas surgiram após a apreensão de arquivos do comandante dissidente Alexander Díaz, conhecido como "Calarcá", cuja verificação ainda está nas mãos da Procuradoria Geral da República.

Nesse contexto, a mídia local apontou um membro do alto escalão da Direção Nacional de Inteligência (DNI), Wilmer Mejía, provisoriamente demitido, como um possível intermediário entre membros dos dissidentes e setores das forças de segurança, com presença em reuniões clandestinas, trocas de informações e contatos dentro e fora do país.

Nesse sentido, Petro elogiou as decisões de seu governo sobre questões de segurança e rejeitou qualquer influência de Mejía sobre elas, enfatizando que o funcionário "pertenceu apenas a uma das agências que fazem avaliações" e que não necessariamente acatou suas recomendações.

"Tudo isso é mentira, porque o único governo que descobriu que a superintendência de vigilância institucional do governo nacional foi usada para armar criminosos foi o meu", afirmou, antes de defender que, "se Petro teve alguma posição nas últimas duas décadas na luta frontal contra os narcotraficantes, arriscando sua própria vida e a de sua família, foi por levar o Estado (a sério) e desenvolver a lei".

O presidente também rejeitou supostos vínculos com outros nomes que surgiram na esteira da investigação, como o do general Juan Miguel Huertas, que os arquivos apreendidos colocam como suposto facilitador para a criação de empresas de segurança de fachada e para garantir a mobilidade de homens armados.

Nessa ocasião, Petro destacou que Huertas "não fazia parte do governo colombiano na época", pois "era general do governo anterior e foi afastado do exército em 2021"; e questionou por que o material demorou tanto para vir à tona e agora está vindo à tona, coincidindo com um momento politicamente sensível.

"Dezesseis meses sem notificar o governo, colocando em risco todas as operações que realizamos contra grupos armados organizados (...). O atraso de 16 meses nos afetou operacionalmente e (...) agora, nas eleições, obviamente nos afeta politicamente", disse ele.

A intervenção de Petro ocorre apenas um dia depois que a Procuradoria Geral da Colômbia notificou a suspensão provisória do general do exército Juan Miguel Huertas e do agente do DNI Wilmar Mejía por suas supostas ligações com dissidentes das extintas FARC, lideradas por Alexander Mendoza, conhecido como "Calarcá".

A trama se baseia no conteúdo de vários computadores apreendidos - juntamente com armas e dinheiro - do próprio "Calarcá" durante um posto de controle do exército em julho de 2024. Várias pessoas foram presas na época, mas depois foram libertadas, inclusive o próprio líder guerrilheiro, depois que a Procuradoria Geral da República disse que elas estavam agindo como gestores da paz. Mejía também teria vazado informações confidenciais.

O conteúdo de outras conversas seria sobre o suposto papel de intermediário do vice-presidente Francia Márquez no financiamento do Estado-Maior Central (EMC) dissidente de "Iván Mordisco" e da campanha do presidente Gustavo Petro.

O presidente, por sua vez, ressaltou que já denunciou à Procuradoria Geral da República um total de seis empresas de segurança "ligadas a criminosos" que eram legais no governo anterior e nas quais "políticos e empresários duvidosos" estariam supostamente envolvidos.

A Colômbia entrou nos preparativos para as eleições de 2026, que renovarão o Congresso e elegerão um novo presidente. As eleições legislativas estão programadas para 8 de março e o primeiro turno das eleições presidenciais para 31 de maio; se for necessário um segundo turno, ele está marcado para 21 de junho do mesmo ano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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