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MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou na segunda-feira um "golpe brutal contra a democracia" ao acusar o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de atrasar sua resolução sobre o status legal de seu partido, o Pacto Histórico, para impedi-lo de participar das eleições presidenciais de 2026.
"O Pacto Histórico deve ligar todas as armas, estamos enfrentando um golpe brutal contra a democracia. A maioria da oposição no CNE busca impedir que o Pacto Histórico tenha status legal e não possa participar das próximas eleições", disse ele em sua conta na rede social X, no que descreveu como "uma ação ditatorial do uribismo (referindo-se ao ex-presidente Álvaro Uribe, do Centro Democrático) e seus aliados".
"É (sobre) a primeira força do país não estar nas eleições. Todas as forças da justiça internacional e global devem se mover. Toda a mobilização na Colômbia", acrescentou.
O presidente fez essas acusações dias depois que o congressista de seu partido, Alejandro Toro, anunciou um pedido de medidas cautelares à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) "em meio ao pedido de admissão do status legal de nosso partido perante o CNE".
"Nossa democracia está em risco. O CNE atrasou injustificadamente o status legal do Pacto Histórico, o maior movimento político da Colômbia. Recorremos à CIDH para que a voz de milhões de pessoas que votaram pela mudança não seja silenciada", disse ele em um vídeo publicado nas mídias sociais.
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