Publicado 29/05/2025 13:49

Pesquisa revela que apenas 4% dos palestinos em Gaza querem ser governados pelo Hamas

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Europa Press/Contacto/Marco Di Gianvito

MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -

Uma pesquisa do think tank fundado pelo ex-líder britânico Tony Blair revelou na quinta-feira que apenas 4% dos palestinos na Faixa de Gaza querem que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) governe o enclave palestino, em comparação com 7% na última pesquisa, realizada há quase um ano.

A pesquisa - encomendada pelo Tony Blair Institute for Global Change à Zogby Research Services e realizada entre 9 de abril e 12 de maio na Faixa, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental - também indica que nove em cada dez palestinos em Gaza (92%) consideram o grupo responsável pela situação atual, quase a mesma porcentagem (93%) que culpa Israel.

Entre os palestinos, a alternativa preferida ao Hamas para a administração do enclave é a Autoridade Palestina sob Mahmoud Abbas, com 35% de apoio. A segunda opção, com 27%, é uma coalizão internacional de transição que trabalhe com uma administração local de representantes de Gaza.

Em relação às medidas de segurança pós-conflito, apenas 8% dos habitantes de Gaza preferem que o Hamas controle a segurança, uma queda de três pontos percentuais em relação às respostas de 2024.

A escolha mais popular entre os palestinos no enclave para medidas de segurança são as forças de coalizão internacional (42%), com Catar (46%), Egito (37%), Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU) (19%), Jordânia (17%) e Estados Unidos (14%).

"Essa pesquisa ressalta a urgência de estabelecer uma nova realidade para Gaza e oferecer aos palestinos um futuro melhor com a capacidade definitiva de se autogovernar, livre da interferência israelense e, por fim, abrindo caminho para uma solução de dois Estados", diz uma declaração no site do think tank.

Quando solicitados a imaginar uma visão do futuro e escolher que país gostariam que Gaza fosse, a escolha preferida na pesquisa foi os Emirados Árabes Unidos, com 27%. Atrás deles estão a Turquia, com 15%, Cingapura, com 14%, e Arábia Saudita, com 12%.

Quanto aos entrevistados na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, os palestinos concordam "fortemente" que a Autoridade Palestina precisa de reformas, com 85% dos residentes dizendo que são necessárias medidas moderadas a profundas.

O apoio à "resistência armada" como estratégia política para promover os interesses nacionais palestinos diminuiu em todo o território, mas em Gaza caiu para 4%, em comparação com 10% em 2024, enquanto em Jerusalém Oriental é de 22%.

Em contrapartida, o apoio à "resistência pacífica" e à diplomacia ou às negociações aumentou em todo o território, atingindo uma média de 21% de apoio, em comparação com 12% no ano passado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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