Publicado 09/08/2026 20:08

O Peru informa a morte de onze compatriotas que lutavam nas fileiras do Exército russo contra a Ucrânia

RÚSSIA, REGIÃO DE ZAPOROZHYE – 6 DE AGOSTO DE 2026: Um homem aponta uma metralhadora enquanto sua equipe de observação de defesa aérea cumpre missão junto ao Grupo de Forças Dnepr na frente de Zaporozhye, no âmbito da operação militar especial da Rússia
Europa Press/Contacto/Alexander Polegenko

MADRID 10 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo do Peru anunciou neste domingo que pelo menos onze de seus compatriotas morreram, 114 estão desaparecidos e três foram “capturados” pelo Exército ucraniano, do total de 459 cidadãos peruanos que lutavam na guerra da Ucrânia ao lado da Rússia.

“Ficou sabido que 459 peruanos se alistaram, tendo-se registrado, lamentavelmente, onze mortos, 114 desaparecidos e três capturados pelo Exército ucraniano”, informou o Ministério das Relações Exteriores do país andino em um comunicado.

Por sua vez, o comunicado ministerial informou sobre a repatriação de dois jovens peruanos “em situação de vulnerabilidade” que fugiram do “recrutamento forçado do qual foram vítimas para prestar serviço na guerra contra a Ucrânia”. A eles se somam outros dois compatriotas que receberam assistência no final do mês de julho passado pela seção consular da Embaixada do Peru na Rússia.

Dessa forma, esses últimos quatro cidadãos repatriados elevam para 31 o número de peruanos evacuados, dos quais 28 retornaram ao Peru e três permaneceram em território europeu por decisão própria.

Nesse contexto, as autoridades peruanas exortaram a população a “não se deixar enganar por falsas ofertas de trabalho”, pois, segundo alertaram, existe o risco de cair nas mãos de redes criminosas de tráfico de pessoas.

“Prestar serviço militar para qualquer Estado estrangeiro requer autorização prévia do Governo peruano, conforme a Constituição”, lembrou o Executivo andino, que, por sua vez, pediu que os recrutadores sejam denunciados ao Ministério Público e à Polícia Nacional do Peru.

Vale lembrar que, na última quinta-feira, a União Europeia (UE) estimou em “mais de 28.000” o número de cidadãos estrangeiros provenientes de “135 países” que haviam sido recrutados por Moscou para combater na guerra da Ucrânia “como tropas de assalto”, muitos dos quais haviam sido “coagidos ou enganados”.

Ao longo do último ano, vieram à tona diversos casos de recrutamento de estrangeiros para lutar na guerra na Ucrânia a favor da Rússia — incluindo casos de coação, engano e fraude —, tanto de cidadãos de países africanos como Quênia, Uganda ou Zimbábue, quanto, do outro lado do Oceano Atlântico, de cidadãos da Colômbia ou da Bolívia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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