Publicado 18/11/2025 09:24

Peru estende o estado de emergência em Lima e Callao: "A guerra" contra o crime é "evidente".

LIMA, 26 de outubro de 2025 -- Membros do Exército peruano alinham-se em formação antes de patrulhar as ruas durante o estado de emergência no distrito de Villa Marªa del Triunfo, no sul de Lima, Peru, em 25 de outubro de 2025. O presidente peruano José
Europa Press/Contacto/Mariana Bazo

MADRID 18 nov. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Peru, José Jerí, confirmou que o estado de emergência em Lima e no Peru será prorrogado, quase 30 dias após ter decretado a medida, a fim de enfrentar a onda de crimes que está afetando grande parte do país, mas principalmente essas duas cidades.

"Não estamos nos acovardando diante da criminalidade (...) Está claro que estamos em guerra com eles", disse o presidente peruano, que já foi criticado por repetir estratégias que se mostraram infrutíferas durante o convulsivo mandato de Dina Boluarte para enfrentar a insegurança pública.

Jerí fez referência a essa "inação" do Estado quando assumiu o cargo há um mês e defendeu o fato de que os índices de criminalidade caíram desde então. No entanto, de acordo com os números oficiais, 54 assassinatos foram registrados em seus primeiros dez dias de mandato, incluindo o de um manifestante morto por um policial durante um protesto contra o governo.

Apesar de Boluarte e Jerí terem recorrido ao estado de emergência, os homicídios e a extorsão continuaram, principalmente contra os trabalhadores do setor de transportes, que estiveram na linha de frente das últimas manifestações. A medida, conforme denunciada por coletivos e pela oposição, visa diretamente o direito de protestar.

Os críticos do estado de emergência apontam que a presença dos militares nas ruas não combate as redes de extorsão que são lançadas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens móveis.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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