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MADRID 28 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Peru, José Jerí, anunciou nesta sexta-feira que declarará estado de emergência na fronteira com o Chile devido ao aumento da imigração irregular, depois que mais de cem pessoas bloquearam uma das estradas que ligam os dois países.
"Nossas fronteiras são respeitadas", advertiu o presidente peruano em uma mensagem em sua conta no X, onde anunciou que nesta sexta-feira se reunirá com todo o gabinete para declarar estado de emergência a fim de "redobrar os esforços com as Forças Armadas".
Jerí informou que tanto a polícia quanto as autoridades de imigração intensificarão os controles de fronteira "para a paz de espírito" dos peruanos.
Nas últimas horas, dezenas de veículos de carga ficaram retidos em seu caminho pela cidade de Tacna, na estrada que liga o sul do Peru ao Chile, depois que mais de cem pessoas bloquearam a estrada ao tentar chegar ao território peruano a caminho de seus locais de origem, após as restrições de imigração impostas pelas autoridades chilenas.
A maioria dessas pessoas é de origem venezuelana, e o Peru exige um visto para que elas entrem em seu território. A situação pode piorar ainda mais em algumas semanas, após o segundo turno das eleições chilenas, nas quais o candidato de extrema direita, José Antonio Kast, tem boas chances de vencer.
Entre suas promessas de campanha, o candidato do Partido Republicano tem como meta a expulsão imediata de todos os estrangeiros em situação irregular, bem como o fechamento das fronteiras com o Peru e a Bolívia.
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