MINISTERIO DE EXTERIORES DE PERÚ EN X
MADRID 11 ago. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores do Peru convocou o embaixador da Rússia no país andino, Alekséi Ushakov, para solicitar informações sobre os cidadãos peruanos que faleceram ou estão desaparecidos enquanto lutavam ao lado de Moscou na guerra contra a Ucrânia.
Nessa ocasião, o ministro das Relações Exteriores do Peru, Carlos Espá, transmitiu a Ushakov a “preocupação” da presidente do país, Keiko Fujimori, com o objetivo de que ele “forneça todas as informações necessárias sobre a localização e a situação dos peruanos que se encontram na Rússia”, pois, conforme destacou o ministério em um comunicado, “é uma questão de justiça e um direito humano à informação reconhecido pela comunidade internacional”.
Da mesma forma, o órgão ministerial ressaltou que Lima “não vai esquecer nem deixar de se preocupar com os peruanos, estejam eles onde estiverem”, por isso instou as autoridades russas a fornecerem informações “precisas e atualizadas sobre a localização e a situação em que se encontram” seus compatriotas.
Também participaram da reunião representantes das famílias dos afetados, que transmitiram ao embaixador russo sua preocupação com a falta de informações por parte do Kremlin, conforme indicado no comunicado ministerial, que afirma que o ministério realizou “mais de 25 reuniões de coordenação com as famílias afetadas”, além de ter enviado um delegado especial a Moscou para investigar o caso dos peruanos na Rússia e ter contribuído para a repatriação de 27 compatriotas.
Na véspera, o governo peruano anunciou que pelo menos onze de seus cidadãos haviam falecido, 114 estavam desaparecidos e três haviam sido “capturados” pelo Exército ucraniano, do total de 459 peruanos que lutavam na guerra da Ucrânia ao lado da Rússia.
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