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A ONG Foro Penal eleva para 297 o número de pessoas libertadas na prisão na América Latina MADRID 29 jan. (EUROPA PRESS) -
O governo do Peru confirmou nesta quarta-feira a libertação de dois de seus cidadãos que estavam detidos na Venezuela, no âmbito da onda de libertações pelas autoridades deste país desde o último dia 8 de janeiro, após a captura de seu presidente, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas.
Os peruanos, identificados como Ricardo Meléndez e Arturo Paredes, saíram da prisão após “diversas gestões realizadas” pelo Ministério das Relações Exteriores, anunciou o ministério em um comunicado divulgado nas redes sociais. Ambos estão recebendo a assistência consular “correspondente” da representação diplomática de Lima em Caracas, embora esta se limite a uma “seção de interesses (...) sob custódia da Embaixada do Brasil”, desde que a Venezuela rompeu relações diplomáticas com o Peru pelo reconhecimento das autoridades deste país ao opositor Edmundo González como presidente eleito após as eleições presidenciais de julho de 2024.
A diplomacia peruana também iniciou “as coordenações para facilitar seu rápido retorno ao território nacional”, conforme indicado na nota, onde reafirmou o “compromisso de zelar pelo bem-estar e pela integridade dos peruanos no exterior”. “Nesse sentido, o Peru mantém seus esforços para conseguir a libertação dos outros compatriotas que ainda permanecem detidos em território venezuelano”, acrescentou.
De acordo com os últimos dados da ONG venezuelana Foro Penal, já são 297 as pessoas libertadas desde 8 de janeiro pelas autoridades venezuelanas, o que eleva esse número para 808 desde meados de dezembro passado, de acordo com as declarações do ministro do Interior, Diosdado Cabello, no início desta semana.
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