Publicado 28/11/2025 20:58

Peru e Chile criam um comitê de cooperação migratória após Lima declarar estado de emergência na fronteira

Archivo - 27 de abril de 2023, TACNA, PERU: TACNA, 27 DE ABRIL DEL 2023...CONTINUA LA CRISIS MIGRATORIA EN EL FRONTERA SUR CON CHILE, DONDE CIENTOS DE VENEZOLANOS PIDEN INGRESAR AL PAIS...PHOTOS: JHON SURCO
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 29 nov. (EUROPA PRESS) -

O governo de Lima anunciou na tarde desta sexta-feira a criação de um grupo de trabalho bilateral para fortalecer a cooperação com as autoridades chilenas em questões migratórias, horas depois que o presidente peruano, José Jerí, anunciou que declararia estado de emergência na fronteira com o Chile devido ao aumento da imigração irregular, depois que mais de cem pessoas bloquearam uma das estradas que ligam os dois países.

"Peru e Chile estabelecerão imediatamente um Comitê Binacional de Cooperação Migratória, que começará a trabalhar na segunda-feira com o objetivo de abordar, por meio de estreita cooperação, a situação da população migrante na fronteira entre Tacna e Arica. As equipes de trabalho serão formadas pelos Ministérios das Relações Exteriores e pelos Ministérios do Interior de ambos os países", anunciou o governo peruano em um comunicado.

O ministro das Relações Exteriores do país andino, Hugo de Zela, signatário da nota, também anunciou que nesta sexta-feira o Conselho de Ministros realizará uma reunião extraordinária "para aprovar a declaração de emergência em Tacna" ordenada por Jerí, "com o objetivo de aumentar a presença policial e militar na área".

"Este é o primeiro passo para declarar o estado de emergência em todas as áreas fronteiriças do Peru", explicou Zela, que lamentou que o Peru não tenha "as condições ou a capacidade de receber mais migrantes" e advertiu que as capacidades do país "estão cheias, portanto o (Executivo) aplicará estritamente as leis peruanas".

No entanto, Lima garantiu que qualquer ação sobre questões migratórias nesse contexto será realizada "sempre respeitando o direito humanitário", uma disposição que Zela já transmitiu a organizações internacionais como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), de acordo com a mesma carta.

Esse anúncio foi feito depois que o presidente peruano declarou que o estado de emergência na fronteira seria "aprovado, publicado e em vigor" antes do final do dia, uma medida que permitiria "esforços redobrados com as Forças Armadas".

Nas últimas horas, dezenas de veículos de carga ficaram retidos ao passarem pela cidade de Tacna, na estrada que liga o sul do Peru ao Chile, depois que mais de cem pessoas bloquearam a estrada ao tentarem chegar ao território peruano a caminho de seus locais de origem, após as restrições migratórias impostas pelas autoridades chilenas.

O Peru exige que a maioria dessas pessoas, em sua maioria de origem venezuelana, obtenha um visto para entrar em seu território. A situação pode piorar ainda mais em algumas semanas, após o segundo turno das eleições chilenas, nas quais o candidato de extrema direita, José Antonio Kast, tem boas chances de vencer.

Entre suas promessas de campanha, o candidato do Partido Republicano tem como meta a expulsão imediata de todos os estrangeiros em situação irregular, bem como o fechamento das fronteiras com o Peru e a Bolívia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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