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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Peru, José María Balcázar, alertou nesta quarta-feira sobre os riscos do plano do governo do Chile de construir uma vala de quilômetros na fronteira entre os dois países como parte dos esforços para combater o crime organizado e a migração irregular, embora tenha manifestado o respeito de Lima por “o que quer que seu homólogo chileno, José Antonio Kast, possa dizer ou fazer”.
“É uma decisão presidencial que respeitamos. Somos democratas, mas é preciso alertar: cuidado, cuidado para não voltarmos aos tempos em que se construiu o Muro de Berlim e tudo acabou sendo um fracasso posteriormente”, afirmou em entrevista concedida à emissora RPP.
“Não sou futurólogo neste momento, mas posso dizer que respeitamos o que o presidente chileno possa dizer ou fazer, desde que respeite a nós e nossa soberania”, acrescentou, antes de defender o diálogo “razoável” e a diplomacia como política do Executivo peruano para resolver eventuais divergências com o país vizinho.
Questionado sobre a opinião do ministro das Relações Exteriores peruano, Hugo de Zela, em relação à construção do muro pelo Chile, Balcázar indicou que o ministro “esteve na cerimônia de passagem de comando no Chile e o presidente (Kast) demonstrou a ele as melhores relações que deseja manter comigo, de modo que a qualquer momento poderá haver algum tipo de conversa”.
Suas declarações vêm depois que Kast explicou nesta segunda-feira as primeiras medidas de seu plano “Escudo Fronterizo” para combater o crime organizado e a migração irregular, que passa pela construção de uma vala de quilômetros na fronteira norte do país sul-americano, iniciada com um amplo destacamento militar.
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