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MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, reiterou nesta sexta-feira às autoridades do Irã que o Exército dos EUA abrirá fogo contra seus navios se eles obstruírem a passagem ou colocarem minas no estreito de Ormuz, considerando isso uma violação do cessar-fogo decretado pelo presidente Donald Trump no contexto da guerra, apesar de a passagem estratégica estar de fato fechada pelo bloqueio imposto pelo Irã, ao qual se soma um cerco perimetral do Exército dos EUA.
“Se o Irã estiver colocando minas na água ou ameaçando de outra forma o transporte comercial americano ou as forças americanas, dispararemos para destruí-las”, advertiu Hegseth em uma coletiva de imprensa ao lado do Chefe do Estado-Maior do Exército americano, o general Dan Caine, na sede do Pentágono, onde analisou a situação no Golfo Pérsico com o bloqueio americano aos portos iranianos.
Dessa forma, ele afirmou que os comandantes americanos têm regras de combate “claras” e que o Exército americano vai “destruir qualquer lancha rápida iraniana que tente colocar minas na água ou interromper a passagem pelo estreito de Ormuz”. “Atirar e matar”, resumiu ele sobre as ordens dadas pela Casa Branca.
Hegseth insistiu que Washington mantém o controle “total” sobre o Estreito de Ormuz e que “nada entra, nada sai”. “Não só o bloqueio está se intensificando, como também se tornou global. “Só nesta semana, apreendemos duas aeronaves iranianas. Apreendemos seus navios sancionados e confiscaremos mais”, destacou, após detalhar que, desde o fechamento do perímetro, a Marinha dos Estados Unidos interceptou 34 navios.
O chefe do Pentágono ressaltou que o bloqueio norte-americano “está crescendo e se expandindo globalmente”. “O Exército dos Estados Unidos não tem igual: projeta poder, impede a passagem dos adversários e protege nossos interesses no momento e no local que escolhemos. Ninguém navega pelo Estreito de Ormuz sem a permissão da Marinha dos Estados Unidos”, afirmou.
Ele acusou as forças iranianas de agir como “criminosos em alto mar”. “Eles não controlam nada e agem como piratas, como terroristas”, insistiu o político norte-americano, que acusou o Irã de colocar minas “indiscriminadamente” e atirar em navios mercantes na zona.
Depois que o Irã também apreendeu embarcações na zona, o responsável norte-americano ressaltou que esses navios não são americanos nem israelenses. “São simplesmente barcos aleatórios, aos quais se aproximaram com suas pequenas lanchas rápidas e atiraram com fuzis AK-47”, sinalizou.
A BOLA ESTÁ NO CAMPO DO IRÃ
Em relação às negociações para o cessar-fogo, após o encontro previsto em Islamabad para esta semana ter sido cancelado, o responsável pela Defesa dos Estados Unidos garantiu que a bola está no campo do Irã para se chegar a um acordo.
“Temos todo o tempo do mundo. E não estamos ansiosos para chegar a um acordo. O Irã deve fazer escolhas sensatas na mesa de negociações”, enfatizou Hegseth.
Ao mesmo tempo, ele instou as autoridades iranianas a “abandonarem os planos de possuir uma arma nuclear de forma significativa e verificável”, ameaçando com o colapso do regime diante de uma crescente “pressão” por parte dos Estados Unidos e ameaçando manter o bloqueio “pelo tempo que for necessário”.
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