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MADRID, 17 ago. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira um contrato de 22,9 bilhões de dólares (cerca de 20 bilhões de euros) com a empresa de armamentos Raytheon para acelerar a produção do míssil Tomahawk, no âmbito dos esforços para reforçar a Marinha dos Estados Unidos.
“O Departamento solicitou à indústria que ampliasse a produção de munições, e a Raytheon atendeu a esse apelo. Essa adjudicação para os Tomahawk aumenta nossa capacidade de equipar as Forças Conjuntas, garantindo que nossos combatentes enfrentem o conflito em condições de igualdade”, declarou o subsecretário de Guerra para Aquisições e Sustentabilidade, Michael P. Duffey.
Com este contrato, o Exército dos Estados Unidos busca desenvolver uma capacidade crítica de ataque de longo alcance para enfrentar ameaças modernas. “Garantir que nossas forças navais e conjuntas disponham do poder de fogo letal de que precisam para dissuadir a agressão e proteger o território nacional é uma prioridade absoluta”, afirmou, por sua vez, o secretário interino da Marinha, Hung Cao, que classificou o investimento anunciado como “histórico”.
“Isso acelerará a entrega de mísseis Tomahawk aos nossos combatentes a uma velocidade sem precedentes”, enfatizou. Justamente o equipamento das forças navais americanas foi motivo de atrito com o ex-secretário da Marinha dos Estados Unidos, John C. Phelan, que renunciou em abril passado, em pleno bloqueio naval norte-americano no Estreito de Ormuz.
Com esse volume de contrato, Washington pretende oferecer aos seus parceiros industriais a estabilidade e a previsibilidade necessárias para “ampliar suas equipes, aumentar o ritmo de produção e fortalecer as cadeias de suprimentos”.
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