Publicado 16/04/2026 10:17

O Pentágono afirma ter o "controle efetivo" do tráfego no Estreito de Ormuz e aconselha o Irã a chegar a um acordo

Ameaça intensificar o bloqueio marítimo e atacar infraestruturas "se o Irã fizer a escolha errada"

8 de abril de 2026, Washington, D.C., Estados Unidos da América: O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ouve a pergunta de um repórter durante uma coletiva de imprensa para discutir o acordo de cessar-fogo de duas semanas na Operação Epic Fury, no
Europa Press/Contacto/Po1 Eric Brann/Dod

MADRID, 16 abr. (EUROPA PRESS) -

O Pentágono anunciou nesta quinta-feira o controle do tráfego no Estreito de Ormuz, onde obrigou treze embarcações que navegavam pela zona a dar meia-volta, sem que tenha sido necessário, até o momento, abordar qualquer navio, ao mesmo tempo em que pediu a Teerã que chegue a um acordo e escolha um “futuro próspero”.

"A Marinha dos Estados Unidos controla o tráfego que atravessa o estreito porque temos meios reais e capacidades reais, e estamos realizando esse bloqueio com menos de 10% do poder naval dos Estados Unidos. Os números são claros: estamos utilizando 10% da Marinha mais poderosa do mundo, e o Irã tem 0% de sua Marinha”, afirmou o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em uma coletiva de imprensa ao lado do chefe do Estado-Maior, Dan Caine.

Nesse sentido, o chefe do Pentágono reivindicou o controle dos Estados Unidos sobre a passagem estratégica, após o bloqueio decretado pelo presidente americano, Donald Trump, como medida de pressão depois que as negociações em Islamabad no último sábado para um cessar-fogo não chegaram a bom termo. “O controle é real e temos um longo histórico de enfrentamento a piratas e terroristas”, argumentou Hegseth.

Por sua vez, Caine informou que os Estados Unidos estão mantendo o controle da zona e alertou que qualquer embarcação que cruzasse o bloqueio “provocaria a execução, pela Marinha, de táticas previamente planejadas, destinadas a levar a força até essa embarcação e, se necessário, abordá-la e assumir o controle”.

“Isso inclui uma série de opções de uso escalonado da força, que poderiam incluir tiros de advertência, entre outras medidas”, indicou.

De qualquer forma, o chefe do Estado-Maior destacou que o Exército dos Estados Unidos não precisou colocar essas medidas em prática, uma vez que todas as embarcações que se aproximaram da zona controlada por Washington, 13 navios, tomaram a “decisão acertada” de “dar meia-volta”.

“Qualquer embarcação que não cumpra nossas instruções será tratada em conformidade. Até esta manhã, o Comando Central dos Estados Unidos não precisou abordar nenhum navio”, explicou Caine.

ACONSELHA O IRÃ A CHEGAR A UM ACORDO

Ao longo da coletiva de imprensa, Hegseth salpicou seu discurso com exigências ao Irã para que chegue a um acordo com os Estados Unidos, ameaçando prolongar o controle sobre Ormuz e atacar infraestruturas civis caso Teerã não chegue a um pacto com Washington.

“Rezo para que vocês optem por um acordo, que está ao seu alcance, pelo bem do seu povo e do mundo. Enquanto isso, o Departamento de Guerra está pronto e preparado”, afirmou, para enfatizar que o Irã tem em suas mãos a escolha de um “futuro próspero”.

Hegseth enfatizou que o Exército americano manterá o bloqueio em Ormuz “pelo tempo que for necessário”. “Se o Irã fizer a escolha errada, haverá um bloqueio e bombas cairão sobre infraestruturas, energia e o setor energético ao mesmo tempo”, advertiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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