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MADRID, 16 abr. (EUROPA PRESS) -
O Pentágono anunciou nesta quinta-feira o controle do tráfego no Estreito de Ormuz, onde obrigou treze embarcações que navegavam pela zona a dar meia-volta, sem que tenha sido necessário, até o momento, abordar qualquer navio, ao mesmo tempo em que pediu a Teerã que chegue a um acordo e escolha um “futuro próspero”.
"A Marinha dos Estados Unidos controla o tráfego que atravessa o estreito porque temos meios reais e capacidades reais, e estamos realizando esse bloqueio com menos de 10% do poder naval dos Estados Unidos. Os números são claros: estamos utilizando 10% da Marinha mais poderosa do mundo, e o Irã tem 0% de sua Marinha”, afirmou o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em uma coletiva de imprensa ao lado do chefe do Estado-Maior, Dan Caine.
Nesse sentido, o chefe do Pentágono reivindicou o controle dos Estados Unidos sobre a passagem estratégica, após o bloqueio decretado pelo presidente americano, Donald Trump, como medida de pressão depois que as negociações em Islamabad no último sábado para um cessar-fogo não chegaram a bom termo. “O controle é real e temos um longo histórico de enfrentamento a piratas e terroristas”, argumentou Hegseth.
Por sua vez, Caine informou que os Estados Unidos estão mantendo o controle da zona e alertou que qualquer embarcação que cruzasse o bloqueio “provocaria a execução, pela Marinha, de táticas previamente planejadas, destinadas a levar a força até essa embarcação e, se necessário, abordá-la e assumir o controle”.
“Isso inclui uma série de opções de uso escalonado da força, que poderiam incluir tiros de advertência, entre outras medidas”, indicou.
De qualquer forma, o chefe do Estado-Maior destacou que o Exército dos Estados Unidos não precisou colocar essas medidas em prática, uma vez que todas as embarcações que se aproximaram da zona controlada por Washington, 13 navios, tomaram a “decisão acertada” de “dar meia-volta”.
“Qualquer embarcação que não cumpra nossas instruções será tratada em conformidade. Até esta manhã, o Comando Central dos Estados Unidos não precisou abordar nenhum navio”, explicou Caine.
ACONSELHA O IRÃ A CHEGAR A UM ACORDO
Ao longo da coletiva de imprensa, Hegseth salpicou seu discurso com exigências ao Irã para que chegue a um acordo com os Estados Unidos, ameaçando prolongar o controle sobre Ormuz e atacar infraestruturas civis caso Teerã não chegue a um pacto com Washington.
“Rezo para que vocês optem por um acordo, que está ao seu alcance, pelo bem do seu povo e do mundo. Enquanto isso, o Departamento de Guerra está pronto e preparado”, afirmou, para enfatizar que o Irã tem em suas mãos a escolha de um “futuro próspero”.
Hegseth enfatizou que o Exército americano manterá o bloqueio em Ormuz “pelo tempo que for necessário”. “Se o Irã fizer a escolha errada, haverá um bloqueio e bombas cairão sobre infraestruturas, energia e o setor energético ao mesmo tempo”, advertiu.
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