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MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos sete pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas neste sábado em um atentado a bomba perpetrado na Via Panamericana, uma das principais rodovias da Colômbia, segundo o balanço oficial.
O incidente ocorreu na tarde deste sábado no município de Cajibío, no departamento de Cauca, quando um cilindro-bomba caiu sobre um micro-ônibus que circulava pela via.
A explosão causou graves danos ao veículo, especialmente no teto e nas janelas, segundo vídeos divulgados nas redes sociais, embora também haja danos em outros veículos e na própria pista.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, denunciou esse ato como “terrorismo”, pois visa “gerar medo generalizado na população por meio da violência”, e apontou abertamente a guerrilha liderada por “Iván Mordisco”.
Petro destacou que entre as vítimas há “muitos indígenas” que foram atacados por “terroristas, fascistas e narcotraficantes”. “Seu chefe é conhecido como ‘Marlon’, plenamente identificado pela inteligência policial e militar”, advertiu.
Assim, ele apelou à “máxima perseguição mundial” contra “esse grupo narcoterrorista”. “Quero que a UIAF — Unidade de Informação e Análise Financeira — investigue suas finanças, quero os melhores soldados para enfrentá-los, quero que o povo de Cauca se liberte dessa máfia, resquício da violência”, afirmou.
Ele chegou a indicar que pretende apresentar uma acusação “para denunciar nominalmente seus chefes perante o Tribunal Penal Internacional”.
Por sua vez, o governador de Cauca, Octavio Guzmán, denunciou “uma escalada terrorista que exige respostas imediatas”. “Exigimos do Governo Nacional ações contundentes, sustentadas e eficazes diante da grave crise de ordem pública que vivemos, além da presença urgente do Ministério da Defesa em Cauca”, destacou.
Além disso, Guzmán denunciou que houve outros ataques em El Tambo, Caloto, Popayán, Guachené, Mercaderes e Miranda. “Isso é um ataque direto contra a vida, contra um povo indefeso. Não vamos permitir que os violentos continuem impondo o medo e desafiando o Estado”, enfatizou.
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