Publicado 30/07/2026 00:45

Pelo menos seis mortos, dois deles menores de idade, e oito feridos em ataques da Rússia contra o centro da Ucrânia

9 de julho de 2026, Dnipro, Ucrânia: Parte da estrutura instável de um prédio residencial danificado por um ataque com drone russo em 8 de novembro de 2025 desabou em Dnipro, na Ucrânia, em 9 de julho de 2026
Europa Press/Contacto/Mykola Miakshykov

MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -

As Forças Armadas russas lançaram, na madrugada desta quinta-feira, uma nova onda de ataques contra a região de Krivói Rog, cidade natal do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, localizada no centro do país, deixando um saldo de pelo menos seis mortos, dois deles menores de idade, além de oito feridos.

“Em um vilarejo nos arredores de Krivói Rog, em consequência do impacto direto de um míssil balístico lançado de Vorónezh contra uma residência particular onde morava uma família numerosa, morreram duas meninas de cinco e 12 anos, além de quatro adultos”, conforme informou nas redes sociais o chefe da administração militar regional ucraniana, Oleksandr Vilkul.

Por sua vez, a autoridade ucraniana lamentou que outras oito pessoas tenham ficado feridas em decorrência dos referidos ataques. Entre elas, acrescentou, estão duas crianças de seis e 15 anos de idade.

No entanto, Vilkul alertou que o número de vítimas pode aumentar, já que os trabalhos de resgate de emergência continuam em andamento e as escavações entre os escombros estão em andamento.

“Não pode haver perdão para os crimes de guerra dos ocupantes russos... Nós nos vingaremos”, afirmou a autoridade em sua mensagem nas redes sociais a respeito desta noite, que ele qualificou de “negra”.

Horas antes, Zelenski alertou que, segundo um relatório das Forças Aéreas ucranianas, os russos estavam preparando um ataque “em grande escala” com “alta probabilidade” de ser perpetrado na noite desta quarta-feira para quinta-feira.

“É importante que nossos parceiros compreendam plenamente o que está acontecendo e que a proteção de vidas humanas depende diretamente de sua disposição — ou falta dela — em nos ajudar com mísseis de defesa aérea”, afirmou o presidente ucraniano, que fez referência explícita aos Estados Unidos como país que dispõe de mísseis Patriot.

Ainda nesta semana, por ocasião de sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Zelenski solicitou ao seu homólogo americano um pacote de emergência com mísseis Patriot para defender a infraestrutura energética ucraniana diante da previsível onda de ataques que a Rússia lançará durante o próximo inverno.

O objetivo é obter pelo menos 300 desses mísseis interceptadores para o inverno, época do ano em que a Rússia concentra seus ataques na infraestrutura energética, devido à alarmante escassez desses interceptadores balísticos, que já tornou quase impossível repelir a última onda de ataques contra Kiev.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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