Europa Press/Contacto/Yevhen Titov
MADRID 17 maio (EUROPA PRESS) -
Pelo menos nove pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas no sábado após um ataque de um drone russo a um ônibus perto de Bilopillia, na região de Sumy, na Ucrânia, informaram as autoridades locais.
"Hoje, a cidade de Bilopillia, na região de Sumy, sofreu outro ato brutal de terror por parte da Rússia. Os ocupantes atacaram um ônibus que transportava civis. Até agora, nove pessoas foram mortas e outras quatro ficaram feridas", disse a polícia da região em um relatório preliminar compartilhado via Telegram.
As autoridades locais denunciaram que não se trata de "um simples bombardeio", mas de "um crime de guerra cínico" cometido pelo exército russo, que "mais uma vez" atacou alvos civis "ignorando todas as normas do direito internacional e da humanidade".
As autoridades policiais também informaram que já enviaram uma equipe de investigação para o local, que está "documentando as consequências do bombardeio, coletando provas e registrando todos os vestígios criminais". "Tudo para que todos os culpados sejam encontrados e levados à justiça", disseram.
O incidente também foi confirmado pelo chefe da Administração Militar Regional de Sumy, Oleg Hrigorov, que observou que "os feridos foram imediatamente hospitalizados" e transmitiu suas condolências às famílias dos mortos, tudo em um post no Facebook.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, denunciou o "ataque hediondo", que representa um "crime de guerra deliberado e bárbaro" e mostra que o presidente russo Vladimir Putin não tem intenção de negociar a paz no país.
"Em vez de pôr fim à matança agora, conforme proposto pelos Estados Unidos, Europa, Ucrânia e outros, Putin continua a travar uma guerra contra civis", lamentou o ministro, pedindo "nenhuma ilusão" e "maior pressão sobre Moscou para pôr fim ao terrorismo russo".
Essa agressão ocorre logo após as delegações de negociação russas e ucranianas terem realizado seus primeiros contatos diretos desde a invasão de fevereiro de 2022 na cidade turca de Istambul. O resultado mais concreto da reunião foi um acordo entre os dois países para trocar um total de 2.000 prisioneiros de guerra em um futuro próximo, 1.000 de cada lado.
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