MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos duas pessoas morreram e onze ficaram feridas em novos ataques perpetrados pelas forças israelenses contra áreas do sul do Líbano, onde prossegue uma ofensiva que já deixou mais de 1.300 mortos.
O Exército israelense ameaçou bombardear outras duas pontes “utilizadas pelo Hezbollah para transferir efetivos e armas”. “Para impedir isso, temos a intenção de atacar as pontes de Sohmor-Mashghara”, afirmou o porta-voz do Exército em árabe, Avichai Andrai, segundo um comunicado.
Israel bombardeou até o momento cinco pontes sobre o rio Litani, afirmando em todas as ocasiões que o objetivo era impedir o uso dessas infraestruturas pelo partido-milícia xiita Hezbollah, que considera uma organização terrorista.
O último balanço de vítimas fornecido pelas autoridades libanesas aponta 1.318 mortos, entre os quais 125 menores de idade, desde o início da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro passado, o que levou à retomada do lançamento de projéteis pelo Hezbollah do Líbano em direção ao território israelense.
Além disso, um total de 3.935 pessoas ficaram feridas durante esses bombardeios. A Unidade de Riscos e Desastres informou que 136.321 pessoas continuam deslocadas devido aos ataques israelenses, que afetaram principalmente a capital, Beirute, bem como áreas do sul do país.
Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e assegurando que, por isso, não viola o acordo, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos em relação a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
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