Publicado 17/04/2026 13:08

Pelo menos cinco mortos no 38º massacre ocorrido na Colômbia neste início de 2026

As autoridades locais confirmam que as vítimas eram moradores locais que trabalhavam no campo

Archivo - Arquivo - 12 de maio de 2024, Jamundi, Valle del Cauca, Colômbia: A polícia e as forças armadas da Colômbia atuam no local após um ataque com granadas contra uma delegacia de polícia em Poterito, Jamundi, Colômbia, em 12 de maio de 2024, que não
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -

Pelo menos cinco pessoas morreram em um ataque armado ocorrido na quinta-feira no município de Villanueva, no departamento de Casanare, no que é o 38º massacre ocorrido na Colômbia neste ano de 2026.

Os fatos ocorreram na localidade de El Fical, em um estabelecimento comercial onde as vítimas se encontravam quando um grupo de homens armados invadiu o local atirando, conforme informou o Indepaz, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento e a Paz do Governo da Colômbia.

O prefeito de Villanueva, Héctor Vizcaíno, confirmou que as vítimas eram pessoas conhecidas na localidade e, embora “os fatos ainda estejam por esclarecer”, elas se dedicavam a trabalhos no campo, em contraste com algumas especulações sobre um possível acerto de contas por roubo de gado.

“Trabalhos no campo, pecuária, agricultura, é o que posso mencionar hoje”, declarou o prefeito em entrevista à Blu Radio. Com relação às informações que relacionam as vítimas a atividades ilegais, Vizcaíno insistiu que “é preciso esperar que as autoridades” se pronunciem sobre o assunto.

Com o massacre desta quinta-feira, já são 38 os ataques desse tipo registrados em todo o país no que vai do ano, colocando novamente em destaque na mídia a crise de insegurança que vivem algumas zonas rurais do país, nas quais há uma presença significativa de grupos armados.

No caso de Casanare, no leste da Colômbia, operam vários desses grupos armados, entre eles o Clã do Golfo, as dissidências das FARC e a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), em constante disputa territorial. “Os grupos invadiram áreas de pobreza para demonstrar poder e recrutar jovens vulneráveis”, denunciou a Indepaz, o órgão que divulgou esses números.

No entanto, Vizcaíno optou por se mostrar cauteloso em relação a quem estaria por trás desse “homicídio múltiplo” e afirmou que “neste momento” apontar para essas “bandas criminosas seria imprudente”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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