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MADRID, 26 abr. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos cinco pessoas morreram e outras duas ficaram feridas neste sábado durante uma operação das forças de segurança peruanas no Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (Vraem), uma extensa área no centro e sul do país marcada pela presença de redes de tráfico de drogas e remanescentes de grupos insurgentes, segundo informaram fontes militares.
O Comando Especial Vraem informou em um comunicado que a operação foi realizada em apoio à Polícia Nacional do Peru (PNP) e com o conhecimento do Ministério Público, “no âmbito das ações de controle territorial e combate ao Tráfico Ilícito de Drogas (TID) e a remanescentes terroristas”.
De acordo com a versão oficial, os fatos ocorreram em uma zona rural do distrito de Colcabamba, na região de Huancavelica, onde uma patrulha militar “foi atacada com armas por supostos criminosos ligados a atividades ilícitas”.
As Forças Armadas afirmaram que responderam a um “perigo iminente” e “em legítima defesa”. No entanto, reconheceram que, como consequência do confronto, morreram “cinco pessoas supostamente ligadas a organizações terroristas”, cuja identidade ainda não foi confirmada. Além disso, dois feridos foram levados a um centro de saúde.
O comunicado acrescenta que uma pessoa foi presa e entregue às autoridades para os procedimentos cabíveis, enquanto não foram registradas baixas entre os militares.
O comando militar afirmou ainda que suas intervenções “são realizadas em estrito respeito aos direitos humanos, ao direito internacional humanitário e ao marco legal vigente”.
No entanto, a mídia local informou que o Ministério Público iniciou investigações sobre o ocorrido, diante de relatos que indicam que a polícia não teria encontrado nem drogas nem armas no veículo em que os falecidos se deslocavam.
Nesse contexto, o Comando Especial destacou que na zona se mantém “um trabalho permanente, rigoroso e de altíssimo risco para garantir a ordem interna, combater as economias ilegais e proteger a população”.
O Vraem, uma região de selva montanhosa que abrange territórios de cinco departamentos, concentra vastas plantações ilegais de folha de coca — matéria-prima da cocaína — e é considerado o principal reduto dos remanescentes do Sendero Luminoso, que operam em aliança com organizações do narcotráfico, segundo sugeriram as autoridades.
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