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MADRID 11 jan. (EUROPA PRESS) - Pelo menos 490 pessoas morreram no Irã no âmbito dos protestos contra o governo iniciados há 15 dias nas principais cidades iranianas, de acordo com o último balanço publicado neste domingo pela ONG HRANA, com sede nos Estados Unidos.
Além disso, 10.675 pessoas foram detidas, incluindo 169 menores de idade, segundo explicou a subdiretora da HRANA, Skylar Thompson, em declarações à televisão americana CNN. O número não foi corroborado pelas autoridades e outras organizações estimam o número de mortos muito abaixo disso. Assim, o Centro para os Direitos Humanos no Irã (IHRNGO), com sede na Noruega, informa 192 mortos, embora reconheça que “algumas fontes falam de mais de 2.000 mortos”. O grupo alerta que pelo menos nove dos mortos eram menores de idade.
As ONGs denunciam ainda que este domingo é o quarto dia sem acesso à internet, uma medida imposta pelas autoridades para conter os protestos. O Ministério Público do Irã anunciou, por sua vez, que considera todos os manifestantes como "mohareb", inimigos de Alá, um crime tipificado que prevê a pena de morte como punição. Os meios de comunicação públicos confirmaram prisões em massa de “desordeiros”. “As mortes de manifestantes nos últimos dias, em particular desde o corte nacional da internet, podem ser ainda maiores do que imaginamos neste momento”, denunciou o diretor da IHRNGOl, Mahmud Amiri-Moghaddam. “A República Islâmica está cometendo um crime internacional contra o povo do Irã e a comunidade internacional é obrigada, de acordo com o direito internacional, a empregar todos os meios para deter esse crime”, acrescentou.
Os protestos começaram em 27 de dezembro no Grande Bazar de Teerã em relação à queda da moeda nacional, o rial, mas se transformaram em mobilizações generalizadas contra a classe política nas principais cidades do país.
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