Publicado 16/03/2026 20:44

Pelo menos 400 mortos e 250 feridos no bombardeio do Paquistão contra um hospital em Cabul

CABUL, 1º de março de 2026 -- Esta foto, tirada em 1º de março de 2026, mostra uma vista noturna da cidade de Cabul, no Afeganistão. A capital afegã, Cabul, foi alvo de ataques aéreos vindos do Paquistão por volta das 19h, horário local, no domingo. Image
Saifurahman Safi / Xinhua News / ContactoPhoto

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -

O governo talibã confirmou que pelo menos 400 pessoas morreram e outras 250 ficaram feridas nesta segunda-feira devido ao bombardeio perpetrado pelo Exército paquistanês contra o Hospital de Tratamento de Dependência Química Omid, em Cabul, capital do Afeganistão, onde as equipes de resgate continuam tentando controlar o incêndio causado pela explosão.

“Infelizmente, o número de mortos chega até agora a 400, enquanto foi informado que outras 250 pessoas ficaram feridas”, lamentou o porta-voz adjunto do Executivo talibã, Hamdulá Fitrat, em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual acrescentou que as equipes de resgate estão trabalhando neste momento para “recuperar os corpos das vítimas”.

O ataque aéreo ocorreu por volta das 21h (por volta das 17h30 na Espanha) contra o referido centro destinado ao atendimento de pessoas com dependência química, que possui capacidade para cerca de 2.000 leitos, conforme precisou Fitrat.

“Como consequência do ataque, amplas áreas do hospital ficaram destruídas e há grande preocupação com o elevado número de vítimas”, reconheceu o porta-voz. Por sua vez, o Ministério da Informação do Paquistão negou que tenha ocorrido um ataque contra um hospital em Cabul, alegando que o bombardeio foi contra “instalações militares e infraestruturas de apoio ao terrorismo — incluindo depósitos de equipamentos técnicos e munições dos talibãs afegãos e do Tehrik e Taliban Pakistan (TTP) em Cabul e Nangarhar — que estavam sendo utilizados contra civis paquistaneses inocentes”.

Vale lembrar que a zona de fronteira entre os dois países tem sido, há anos, palco de tensões e insegurança, especialmente devido aos ataques do grupo TTP, e em meio às acusações de Islamabad contra a Índia e os talibãs afegãos por seu suposto apoio à organização, algo que Nova Délhi e Cabul negaram.

Essa conjuntura fez com que, no final de fevereiro passado, o conflito se intensificasse novamente, após uma série de bombardeios por parte de Islamabad contra supostos alvos do grupo TTP, conhecido como Talibã paquistanês, e do Estado Islâmico no país vizinho, o que levou as autoridades instaladas pelos talibãs a lançarem ofensivas na fronteira.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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