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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), denunciaram nesta quarta-feira que os ataques perpetrados pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) contra o norte do enclave causaram a morte de pelo menos 14 pessoas, todos no marco da retomada dos ataques israelenses e que rompem o cessar-fogo acordado em meados de janeiro.
O bombardeio israelense contra a cidade de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, também deixou dezenas de feridos, segundo informações do jornal palestino "Filastin", simpatizante do Hamas. Anteriormente, as autoridades de Gaza haviam relatado mais 14 mortes causadas por ataques israelenses em várias partes de Gaza.
Na terça-feira, o governo israelense ordenou que o exército "reprimisse" o Hamas depois que o grupo palestino "rejeitou todas as ofertas" dos mediadores do acordo de cessar-fogo e seus supostos preparativos para lançar ataques, embora o grupo tenha negado que estivesse planejando ataques e até mesmo tenha dito que havia aceitado o plano apresentado pelo enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff.
A proposta dos EUA, que aceitou a posição de Israel de estender a primeira fase do cessar-fogo, previa uma extensão dessa fase por várias semanas em troca da libertação de cinco reféns, embora a postura de negociação do Hamas tenha levado Israel a cortar a ajuda humanitária a Gaza e a cortar o fornecimento de eletricidade, em meio a avisos de autoridades dos EUA sobre uma possível resposta militar.
O Hamas insistiu em manter os termos originais do acordo, que deveria ter entrado em sua segunda fase semanas atrás, incluindo a retirada dos militares israelenses de Gaza e um cessar-fogo definitivo em troca da libertação dos reféns restantes ainda vivos, mas Israel voltou atrás e insistiu na necessidade de acabar com o grupo, recusando-se a iniciar contatos para essa segunda fase.
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