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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
Um total de 1.260 pessoas foram mortas nos últimos oito dias de violência sectária crescente na região de Sueida, no sul da Síria, entre combatentes drusos e beduínos, de acordo com a última avaliação do Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
Esses números correspondem aos mortos antes da entrada em vigor do cessar-fogo acordado entre o governo e as milícias drusas no sábado.
Entre os mortos estão 505 combatentes drusos e 298 civis drusos, 194 dos quais foram "sumariamente executados pela equipe do Ministério da Defesa e do Interior".
Além disso, há 408 membros das forças de segurança e 35 beduínos sunitas, considerados aliados do governo. Entre eles estão três pessoas que foram sumariamente executadas por combatentes drusos. A esse número devem ser acrescentados 15 membros das forças de segurança sírias mortos em bombardeios israelenses.
Quanto ao conflito, o Observatório advertiu que os meios de comunicação pró-sírios e internacionais divulgaram vídeos de supostos massacres de beduínos atribuídos a milicianos drusos, dos quais apenas um parece ser verdadeiro, segundo o grupo. O restante dos vídeos são de ataques contra drusos ou incidentes anteriores na Síria ou mesmo em outros países.
Por fim, o Observatório solicitou a criação de uma comissão de inquérito independente da ONU para "descobrir as violações dos direitos humanos e responsabilizar os responsáveis por esse banho de sangue na Síria".
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