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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O Partido Conservador britânico solicitou ao órgão independente do Parlamento encarregado de supervisionar a conduta e as questões financeiras dos deputados que investigue o líder do Partido Reformista, o ultradireitista Nigel Farage, pela suposta entrega de cinco milhões de libras por parte de um empresário pouco antes de ele anunciar sua candidatura para as eleições de 2024.
O presidente do Partido Conservador, Kevin Hollinrake, apresentou uma queixa formal ao comissário parlamentar para os critérios de conduta, Daniel Greenberg, depois que o jornal “The Guardian” revelou que Farage não havia declarado essa doação, feita pelo bilionário Christopher Harbourne, às autoridades competentes.
“O código de conduta da Câmara dos Comuns estabelece claramente que os deputados recém-eleitos devem declarar os benefícios recebidos durante os 12 meses anteriores à sua eleição”, reza a carta enviada por Hollinrake a Greenberg e publicada nesta quarta-feira em suas redes sociais.
Farage defendeu que o dinheiro foi um “presente” isento de impostos do bilionário — conhecido por seu trabalho na indústria de criptomoedas, bem como por fazer generosas doações ao Reform — para garantir sua “segurança”.
Por sua vez, a presidente do Partido Trabalhista, Anna Turley, afirmou em um comunicado que “este é apenas o mais recente exemplo alarmante de como Farage e seus deputados acreditam que há uma regra para eles e outra para todos os demais”.
“O partido Reform tentou repetidamente escapar do escrutínio público sobre o escândalo fiscal de seu vice-líder, Richard Tice. É inaceitável que o Reform encubra esses atos tão graves e continue minando a confiança pública na política”, argumentou.
Isso ocorre depois que Tice se viu envolvido em uma polêmica por ter “evadido quase 600 mil libras esterlinas em impostos” por meio de sua imobiliária antes de distribuir dividendos, conforme revelou o ‘The Sunday Times’.
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