Publicado 30/03/2026 14:01

Pedem ao Supremo Tribunal Federal do Brasil que Bolsonaro volte à prisão por usar redes sociais e o celular

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 7 de setembro de 2024, Brasil, São Paulo: O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro discursa durante um comício no Dia da Independência em São Paulo. Foto: Allison Sales/dpa
Allison Sales/dpa - Arquivo

MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -

A deputada brasileira Talíria Petrone solicitou ao Supremo Tribunal que reconsidere a prisão domiciliar concedida há alguns dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após ele ter supostamente descumprido algumas das medidas cautelares, entre elas a proibição do uso do celular e das redes sociais.

A reclamação da deputada do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) decorre de declarações do filho do ex-presidente, Eduardo, que participou neste fim de semana da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas, e gravou, segundo ele, o evento em seu celular para enviá-lo ao pai.

Além disso, ela também alertou que a iniciativa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de compartilhar em seu canal no YouTube as rotinas que segue para melhorar seu estado de saúde poderia violar as medidas cautelares.

“A prática de gravar e divulgar a rotina e o paradeiro do detento por meio de intermediários (esposa e filho) constitui uma clara distorção da sentença. Trata-se de uma tentativa de manter uma presença pública ativa, eludindo o isolamento que caracteriza o regime penitenciário”, advertiu, segundo o G1.

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal do Brasil concedeu a Bolsonaro prisão domiciliar pelos próximos 90 dias para avançar em sua recuperação, após ele ter ficado internado por duas semanas, incluindo dez dias na UTI, devido a uma broncopneumonia bacteriana.

Esse benefício penitenciário está sujeito a várias medidas cautelares que, caso sejam infringidas, implicariam seu retorno à prisão. Entre elas, está proibido o uso de celular ou outros dispositivos eletrônicos que permitam contato com o exterior de forma direta ou por meio de terceiros.

Bolsonaro não tem permissão para acessar redes sociais, gravar vídeos ou áudios e divulgá-los, e deve usar uma tornozeleira eletrônica. A manipulação desse dispositivo no final de 2025 fez com que ele fosse enviado para a prisão pouco antes de conhecer sua sentença de 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado de 2022.

Para a deputada, ficou novamente demonstrado que Bolsonaro “burlou” as medidas cautelares, neste caso por meio de intermediários, para se expor à opinião pública e, por isso, solicitou ao Ministério Público que insta o Supremo Tribunal Federal a pôr fim à prisão domiciliar e ordene seu retorno à prisão.

O juiz do Supremo e responsável pelo inquérito sobre o golpe de Estado, Alexandre de Moraes, já solicitou à defesa do ex-presidente brasileiro que apresente alegações no prazo de 24 horas.

EDUARDO BOLSONARO PEDE DOS EUA “PRESSÃO DIPLOMÁTICA”

Eduardo Bolsonaro, procurado pela Justiça brasileira por tentar obstruir o processo contra seu pai pelo golpe de Estado, pediu “pressão diplomática” em favor do ex-presidente brasileiro, em um evento nos Estados Unidos, onde se encontra autoexilado desde fevereiro de 2025.

“É preciso exercer pressão diplomática para garantir que nossas instituições funcionem corretamente” e “conseguir eleições livres e justas baseadas nos valores americanos”, disse ele na CPAC, onde acusou o governo de Joe Biden de interferir nas últimas eleições para colocar no poder “um socialista que odeia os Estados Unidos”, em alusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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